Síntese económica nacional em Março de 2008

Na síntese da síntese hoje divulgada pelo INE este informa que:

“Em Fevereiro, o indicador de sentimento económico e o indicador de confiança dos consumidores da Zona Euro mantiveram o movimento descendente dos seis meses anteriores.
No plano interno, a informação já disponível para Janeiro e Fevereiro aponta para alguma desaceleração da actividade económica, após o crescimento de 2,0% do PIB registado no 4º trimestre de 2007 (mais 0,3 pontos percentuais do que no trimestre anterior). O indicador de clima económico estabilizou em Fevereiro, depois de ter diminuído nos dois meses anteriores, e o indicador de actividade económica desacelerou em Janeiro. O
indicador de investimento aponta para uma desaceleração significativa nesta variável, em consequência do comportamento negativo de todas as suas componentes. Os sinais de abrandamento são menos evidentes no caso do consumo privado, tendo o respectivo indicador estabilizado. Nos dois primeiros meses do ano assistiu-se simultaneamente à continuação da tendência negativa do indicador de confiança dos consumidores e a elevadas taxas de crescimento homólogas das vendas de veículos ligeiros de passageiros. Do lado da oferta, a generalidade dos indicadores aponta para um abrandamento da actividade económica, com os índices de volume de negócios e de produção a apresentarem em Janeiro variações homólogas inferiores às de Dezembro.
Em termos nominais, verificou-se uma ligeira aceleração das importações (0,5 p.p.) e uma desaceleração das exportações (-1,2 p.p.) em Janeiro.
A inflação homóloga estabilizou em 2,9% em Fevereiro. A inflação medida pelo IHPC encontra-se num nível inferior ao da Zona Euro desde Setembro.”

P.S.: recomenda-se um pouco mais de cuidado ao nossos vizinhos do Jornal de Negócios quando fazem as cópias dos destaques do INE. Zona Euro não é igual a Portugal. O INE não tem por hábito analisar a nível nacional o Indicador de Sentimento Económico (ISE) composto pelo Eurostat (resulta da informação enviada por todos os países). Aliás, apesar de frase inicial sobre o dito cujo em relação à Zona Euro que surge no destaque do INE, este trata-se de um indicador particularmente “corajoso” ao conseguir ponderar de forma particularmente arbitraria opiniões dos produtores com as apreciações dos consumidores. Se em relação aos sectores ainda me imagino a usar o VAB de cada um para agregar os respectivos indicadores de confiança, já não faço ideia como juntar a estes alhos os bugalhos que são os consumidores. Digamos que o ISE é um indicador “popular” e ultra-simplificador, de certa forma reforçando as inevitáveis limitações da própria informação qualitativa que lhe está na base.

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