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Economia portuguesa com indicadores mistos

Eis o resumo do relatório de síntese de actividade económica do INE:

“O indicador de sentimento económico da UE manteve em Dezembro o movimento descendente dos cinco meses anteriores, o mesmo acontecendo com o indicador de confiança dos consumidores, que se agravou pelo quinto mês consecutivo.

No plano interno, o indicador de clima económico afastou-se do patamar onde permaneceu relativamente estabilizado nos meses anteriores, agravando-se ligeiramente.

Em Novembro, o indicador de consumo privado apresentou uma estabilização e o relativo ao investimento acelerou, tendo o indicador de actividade económica continuado a recuperar.

Por outro lado, os indicadores do lado da oferta, como os índices de volume de negócios nos serviços e os índices de produção na indústria e na construção, revelaram variações homólogas mais baixas em Novembro.

No mesmo mês, em termos nominais, verificou-se uma aceleração das importações (1,4 p.p.) e um abrandamento das exportações (-0,2 p.p.).A inflação homóloga abrandou, passando de 2,8% em Novembro para 2,7% em Dezembro.

No ano de 2007 a taxa de inflação média foi de 2,5% (3,1% em 2006). Tomando como referência a variação anual do IHPC, verificou-se uma redução do diferencial face à Zona Euro, de 0,8 p.p. em 2006 para 0,3 p.p. em 2007.”

2 Comentários

  • Der AdlerResponder

    Questão: Barril ou Embarrilado.
    por Der Adler

    Todos concordam, que se colocarem alguém de estatura mais baixa a meu lado, isso não faz de mim mais alto em absoluto. Eu mantenho a altura, e quanto a isto, espero que não haja duvida alguma.

    Assim pela lógica e aproveitando o facto do Economia e Finanças ser consultado diariamente por milhares de visitantes, gostaria que alguém da área da Economia me fizesse o obséquio de esclarecer algumas questões, que na minha opinião são deveras intrigantes, isto obviamente e apenas no caso de estarem correctas.

    A. Factos. (Valores retirados da Internet)

    1. Em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares, o que equivalia mais ou menos a 76 Euros.

    2. Hoje em dia custa 100 dólares, o que pelo câmbio actual dá sensivelmente 70 Euros.

    B. Questões.

    Então como é que se pode afirmar que o barril de petróleo subiu de preço para quem o paga em Euros?

    O que de facto aconteceu, não foi a elementar desvalorização do dólar Norte-americano devido a uma política interna pouco criativa, aliada a uma externa despesista e irresponsável, e ainda porque os mercados Mundiais continuam a aceitar o dólar como moeda standart para transacções internacionais?

    Confirmada esta situação e sabendo disto, como pode o nosso Governo promover incrementos generalizados, argumentando como motivo um aumento que afinal só se verificou nos Estados Unidos da América porque a sua moeda agora vale menos?

    Seria interessante um Economista confirmar ou desmentir esta situação. Eu pelo menos gostava e agradecia profundamente que me indicassem alguma falha no raciocínio. E aposto que não estou só.

    Der Adler, ontem às 15:08

  • Rui Cerdeira BrancoResponder

    Der Adler,
    É verdade que o sentimento de subida de preços tem sido exacerbado na imprensa como aliás aqui referi em vários artigos. Durante boa aprte do 2007 o preço médio do petróleo em Euros esteve abaixo do que se praticara um ano antes. Entretnato no final de ano houve uma puxada de preço que lá levou a coisa para patamares mais elevados. Confesso que não actualizei(ainda) as contas.
    Nas suas perguntas há uma coisa que não entendo bem: o que quer dizer com “como pode o nosso Governo promover incrementos generalizados”?
    Já há algum tempo que são os distribuidores que determinam as oscilações de preços mais significativas, o governo deixou de tabelar os preços. A haver abuso na subida de preços o governo seria culpado mais por omissão (por não questionar a fórmula de cálculo) do que por promover directamente incrementos generalizados. O que lhe cabem às costas têm sido pontuais (aumento da taxa de imposto) e algo alheios à variação dos preços internacionais.
    Cumprimentos.

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