Desemprego em alta pelo 3º trimestre consecutivo

TrabalhoAs expectativas de alguns analistas quanto à taxa de desemprego relativa ao 1º trimestre de 2007 apontavam para uma redução do desemprego para valores próximos de 8% depois de ter atingido o record de 8,2% no 4º trimestre de 2007.

Os números oficiais hoje divulgados pelo INE contrariam claramente essa expectativa assinalando novo número record para a taxa de desemprego: 8,4%.

 "A Taxa de desemprego do 1º Trimestre de 2007 foi de 8,4%

A taxa de desemprego estimada para o 1º trimestre de 2007 foi de 8,4%. Este valor é superior ao observado no período homólogo de 2006, em 0,7 pontos percentuais (p.p.), e ao observado no trimestre anterior, em 0,2 p.p.. A população desempregada foi estimada em 469,9 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 9,4%, face ao trimestre homólogo, e de 2,5%, em relação ao trimestre anterior. O número de empregados aumentou 0,2%, quando comparado com o do mesmo trimestre de 2006, e desceu 0,1%, relativamente ao trimestre anterior."

 
Muito mais detalhes disponíveis nesta ligação para o INE.
 
Aparentemente manter-se-á durante mais algum tempo o tradicional desfasamento temporal entre o crescimentos económico e os expectáveis (mas não garantidos) efeitos positivos no mercado de trabalho.
Em termos homólogos, tivemos mais desemprego mas também mais emprego, ou seja, a população activa aumentou. O emprego reforçou-se por via de uma maior precaridade do vínculo laboral (mais trabalhadores a prazo ao mesmo tempo em que se perdiam empregos com contrato sem termo). Nesta matéria, o reforço do emprego no sector da Construção parece servir de justificação quanto basta para explicar os números. Por outro lado, assinala-se uma redução dos desempregados à procura de emprego há mais de seis meses (terão ido para a inactividade ou terão sido absorvidos pelo mercado de trabalho?). Por oposição, os desempregados há seis ou menos meses estão em alta.
Ainda em termos homólogos, o desemprego aumentou em todas as regiões do país excepto no Alentejo (que tem, contudo, a maior taxa de desemprego do país – agora juntamente com o Norte).
Se fizermos a comparação com o trimestre imediatamente anterior verifica-se que a taxa de desemprego diminuiu nas regiões que englobam as duas principais áreas metropolitanas do país, a saber: Norte (Porto) e Lisboa. 
Como dizia o presidente da república há algumas horas, depois dos bons números quanto ao crescimento económico via PIB, é ainda tempo de esperar para ver a sustentabilidade da retoma. Acrescentaria apenas: com optimismo e moderação.

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