Melhores depósitos a prazo – Março 2010

8 March, 2010 por Monica · Um comentário
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Durante o fim de semana atualizámos a nossa página “Depósitos a prazo“com as ligações para a informação sobre virtualmente todos os depósitos a prazo disponibilizados pelas instituições financeiras a operarem em Portugal. Ao longo do último mês as taxas de referência, nomeadamente a euribor, continuaram a descer, ainda que ligeiramente, afectando o retorno dos depósitos a prazo e contribuindo para que algumas das ofertas mais generosas tenham sido retiradas.

O Banco Popular continua contudo a ser um caso sério ao remunerar os seus depósitos indexados à euribor  e acrescentando-lhe um prémio (ou spread) em favor do cliente que oscila entre os 0,25 e os 0,5 pontos percentuais, ou, em alternativa, colocando depósitos com taxa fixa que remuneram entre 2 a 3% de TANB média, dependendo das maturidades. O Banco Popular não está contudo sozinho e, como várias vezes aqui temos dito, nem só a taxa de juro é relevante, diferentes condições de mobilização antecipada e/ou de penalização caso esta ocorra podem transformar um depósito atraente em algo amargo caso venha a precisar de aceder ao seu capital.

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Como evitar a subida dos “spreads”

10 February, 2010 por Monica · 5 comentários
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A melhor forma de evitar a subida dos spreads dos empréstimos bancários é… não pedir empréstimos aos bancos. O dinheiro tem um custo e este ameaça subir significativamente mesmo antes de a Euribor retomar a sua esperada subida.

Aquilo que quer comprar dar-lhe-á um retorno maior do que a taxa de juro que vai pagar pelo respectivo empréstimo?  Já simulou cenários financeiramente  menos desafogados para ver até onde será capaz de sustentar o empréstimo que se prepara para fazer?

Delineou estratégias de fuga se a coisa der para  o torto (não estamos a pensar em fuga às dívidas note bem)? Quanto custam e o que implicam?

Pedir dinheiro ao banco para comprar um bem não é, nem deve ser encarado como um ato tão natural quanto respirar, deve ser sempre ponderado como um de vários recursos possíveis para seguir um determinado percurso de investimento ou de consumo.

Como já aqui foi referido há cerca de dois anos em “Sugestão: Pedir dinheiro emprestado à família“, talvez não seja uma má altura para ponderar soluções mais familiares, pode ser que tenha a sorte de ter alternativas bem mais económicas e sustentáveis perto de si. E pode até ser que ganhe gosto pelas vantagens de ser capaz de poupar.

 Como é que pode ser maior vergonha pedir emprestado à família do que ir pedir ao banco? Às vezes parece. Mas não fará mais sentido oferecer uma taxa de juro simpática (sem o spread) ao seu familiar que provavelmente não a conseguiria obter no tradicional depósito a prazo?

Permanece muito atual este texto que apresenta o empréstimo dentro da família como uma win-win situation:

“ Does the idea of hitting up family or friends for cash make you cringe? You may be forgetting that the people close to you might actually be happy to loan you money.”

Artigo completo aqui.

Depósitos a Prazo – Fevereiro de 2010

9 February, 2010 por Monica · 2 comentários
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Acabámos de atualizar a nossa página com as ligações para a informação sobre Depósitos a Prazo disponibilizadas pelos vários Bancos a operar no mercado Português. Em termos gerais detetámos uma ligeira redução das taxas de juro oferecidas, acompanhando a evolução recente da Euribor.

O Banco Popular continua a oferecer alguns dos produtos com melhores taxas de juro tendo surgido várias novidades, nomeadamente o alargamento da modalidade de depósitos a prazo com taxas crescentes (a taxa de juro vai aumentando com o decorrer dos semestres ou anos premiando a fidelidade do depositante). Este mês temos, por exemplo, o Banif a reforçar a sua oferta nessa área com dois depósitos (a 2 e a 4 anos) e o ActivoBank7 a revender um produto de taxa crescente do Grupo Millennium BCP.

O Finibanco diversifica a sua oferta apresentando um produto para clientes junior e o BES modificou a sua página aproximando-a das tendências da Web 2.0.

Em suma, todas as novidades e características dos depósitos a prazo em comercialização podem ser encontradas seguindo as referências da página Depósitos a Prazo.

Onze anos de Euribor – Janeiro de 1999 a Janeiro de 2010

1 February, 2010 por Mapari · 2 comentários
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No início de Janeiro iniciámos uma experiência paralela a este “Economia & Finanças” a que chamámos “Onde Estão os Números“. Hoje publicamos uma peça que explica sumariamente o que é a euribor e promove a consulta da série cronológica da referida taxa que conta já com 11 anos, tantos quantos o €uro. 

O objectivo do “Onde Estão os Números” é de ser de certa forma complementar este Economia & Finanças. Trata-se de um blogue de “menor intensidade” em termos de edição de artigos mas que procura identificar e promover informação estatística, de preferência em séries longas ou cronológicas, disponíveis pública e gratuitamente, que muitas vezes estão algo escondidas ou são simplesmente ignoradas pelos potenciais utilizadores.

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Taxa fixa ou taxa variável? A escolha não depende só da TAER

4 January, 2010 por Mapari · Um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Instituições Financ. 

Se contrair um crédito à habitação indexado a uma taxa variável, terá de contar para determinar o custo, não só com a evolução esperada do respectivo indexante mas também o spread e demais custos de processamento iniciais e contínuos como taxas mensais de envio, etc. Até aqui nada de novo, espreita-se a TAER e faz-se a comparação, certo? Sim, mas… Eu acrescentaria um cuidado adicional que é ter atenção que caso pretenda amortizar a dívida terá de pagar uma penalização correspondente a 0,5% do capital amortizado. Nada de muito assustador se tivermos memória do que poderia acontecer antes da alteração legislativa que impôs este limite máximo.

Mas que relevo tem esta prosa para a escolha entre taxa fixa ou variável? No caso de negociarmos junto da instituição financeira uma taxa fixa a penalização máxima por amostrizações antecipadas sobre para os 2%. Não nos cabe agora justificar esta diferença mas o facto permanece: olhe para a TAER do empréstimo, faça contas à sua expetativa de evolução dos juros mas também aos seus planos de amortização da dívida. Se conta fazer um esforço para ir amortizando o crédito não se esqueça que terá muito provavelmente de pagar os tais 2% sobre o capital amortizado. Ora este facto complica substancialmente as contas em desfavor de uma opção pela taxa fixa.

Tomando como referência a oferta da instituição financeira com uma das maiores quotas de mercado em crédito a habitação (CGD) verifica-se que na opção mais corrente, em que o pedido de crédito é superior a 20 anos, as taxas fixas oferecidas oscilam entre os 4,1% e os 4,2% (oferta em vigor durante esta semana), valor ao qual acresce o spread. Assumindo que as condições de determinação do spread são alheias ao tipo de taxa contratada (será assim?) resta o diferencial entre a taxa fixa e a variável para apurar a diferença e, no caso de admitir ir aliviando o crédito com amortizações regulares, o diferencial ao nível da penalização. Leia mais

Euribor: Novembro de 2008 – Novembro de 2009

Há cerca de um ano era assim:

Fonte: BS Markets (11 Novembro de 2008):

Euribor 1 Mes 3,954   
Euribor 2 Meses 4,274   
Euribor 3 Meses 4,343   
Euribor 6 Meses 4,399   
Euribor 12 Meses 4,458 

Ontem (16 de Novembro de 2009) foi assim:

Euribor 1 Mes 0,432   
Euribor 2 Meses 0,574   
Euribor 3 Meses 0,714   
Euribor 6 Meses 0,988   
Euribor 12 Meses 1,222   

E daqui a um ano, algum palpite?

Poupar? Consumir? Investir!

mepAgora que o futuro negro chegou com peculiaridades curiosas, o que fazer no dia a dia? Os governos querem estimular o consumo para que a economia não entre em coma, logo temos de consumir. Por outro lado, muitas famílias e empresas, perante o risco de poderem perder parte significativa do seu rendimento e perante a identificação das causas da crise (que terão passado, entre outras, por haver dinheiro muito barato durante muito tempo e consequentemente excesso de dependência do crédito) têm agora a natural reacção de refazer as suas finanças, valorizando a poupança sobre o consumo. Mas se se poupar demais podemos empurrar a economia para uma espiral recessiva pois em recessão, dinheiro guardado pode desencadear uma depressão grave.

Em que ficamos? Poupar? Ou consumir?

Talvez consumir com moderação, devendo esta ser tanto menor quanto o gasto se assemelhar mais a um investimento com retorno futuro. Ir de férias para estrangeiro ou fazer aquelas obras que anda a adiar há tanto tempo para melhorar a salubridade e o conforto da sua casa? Se estiver entre o grupo que pode ter este dilema, talvez seja melhor apostar na valorização do seu imóvel. O retorno será mas duradouro e potencialmente rentabilizável no futuro.

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