Estatísticas sobre Portugal é no Pordata (muito melhor que o INE!)

23 February, 2010 por RCB · Um comentário
Arquivado em: Números Estatística 

O título é provocação mas o que é certo é que foram vários ex-colegas do INE que me enviaram nos últimos dias a referência ao Pordata como um exemplo a seguir na disponibilização da informação estatística sobre Portugal. Até séries cronológicas tem!

O tema foi desenvolvido um pouco mais no “Onde Estão os Números?” em ”Pordata – Base de Dados sobre Portugal Contemporâneo“.

Quem tem ido para o desemprego?

19 February, 2010 por Monica · 2 comentários
Arquivado em: Mercados, Números Estatística, Sociedade 

Um parágrafo do destaque de ontem do INE (Inquérito ao Emprego  – 4º Trimestre de 2009) que apurou uma taxa de desemprego de 10,1% no 4ª trimestre de 2009 face a igual período de 2008:

“O aumento trimestral da população desempregada ocorreu essencialmente nos seguintes grupos populacionais: homens, indivíduos 15 aos 24 anos e dos 35 aos 44 anos, indivíduos com nível de escolaridade completo, no máximo, até ao ensino básico (3º ciclo), indivíduos à procura de novo emprego provenientes do sector da indústria, construção, energia e água e indivíduos desempregados à procura de emprego há um ano ou mais.”

Onze anos de Euribor – Janeiro de 1999 a Janeiro de 2010

1 February, 2010 por Mapari · 2 comentários
Arquivado em: Blogologia, Números Estatística 

No início de Janeiro iniciámos uma experiência paralela a este “Economia & Finanças” a que chamámos “Onde Estão os Números“. Hoje publicamos uma peça que explica sumariamente o que é a euribor e promove a consulta da série cronológica da referida taxa que conta já com 11 anos, tantos quantos o €uro. 

O objectivo do “Onde Estão os Números” é de ser de certa forma complementar este Economia & Finanças. Trata-se de um blogue de “menor intensidade” em termos de edição de artigos mas que procura identificar e promover informação estatística, de preferência em séries longas ou cronológicas, disponíveis pública e gratuitamente, que muitas vezes estão algo escondidas ou são simplesmente ignoradas pelos potenciais utilizadores.

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1000 artigos sobre Economia & Finanças

29 December, 2009 por RCB · Um comentário
Arquivado em: Blogologia 

Este é o milésimo artigo do Economia & Finanças, aventura iniciada há mais de 3 anos, na altura, sob patrocínio do Paulo Querido que juntou o seu desafio à minha vontade de ter um espaço onde coleccionar recortes, onde dar opinião; um pretexto para ir acompanhando a Economia e as Finanças procurando sempre confrontar o olhar do leigo com o de iniciado.

Hoje é lido diariamente por mais de 3 000 visitantes únicos que consultam cerca de 6 000 páginas distintas. Ao longo do ano de 2009 quase duplicou os vistantes únicos: mais de 1 milhão que leram mais de 2 milhões de páginas. O Economia & Finanças tem cerca de 1000 subscritores da newsletter diária. Nas últimas semanas, desde que aderimos ao Facebook, juntámos um grupo que se aproxima a passos largos de 400 fãs.

Se tudo correr bem surgirão por aqui novos coloboradores, novas abordagens e temas. Manter-me-ei cada vez mais como leitor do que como escrevinhador, ainda que não me demita de fazer o gostinho ao dedo de quando em vez. A tocha e a responsabilidade de gerir este espaço ficará a cargo de outros como vem acontecendo na sombra há algum tempo.

Se detectarem alguma mudança, conto que seja para melhor. O Economia & Finanças segue dentro de momentos.

Novinho em folha eis o endereço do Economia & Finanças no Twitter:  http://twitter.com/EcoFinT

Bom ano 2010!

Indicadores Sociais: Actualização de dados sobre a Pobreza

O INE acaba de divulgar o relatório anual com os principais Indicadores Sociais do país (dados de referência relativos a 2008).

Discretamente, no interior da publicação podem-se encontrar alguns indicadores de síntese sobre a pobreza em Portugal ao longo de 2008. Da comparação com os anos anteriores verifica-se que o número aumentou. Por exemplo, a taxa de risco de pobreza antes de transferências sociais subiu em 2008 retomando o valor registado em 2005 (41% da população). A mesma taxa após se considerarem transferências relativas a pensões também aumentou de 24% em 2007 para 25% em 2008. Apenas na situação em que se consideram todas as transferência sociais se obtem uma estabilização do número de pobres em torno dos 18%.

Ass transferências socias são cada vez mais importantes para amenizar a situação de partida contribuindo provavelmente também para a redução significativa dos índicadores de desigualdade que se vem registando de forma continuado pelo menos desde 2005 (Coeficiente de Gini; Desigualdade na distribuição de rendimentos (Rácio S80/S20) e Desigualdade na distribuição de rendimentos (Rácio S90/S10)).

Fica o destaque sobre a pobreza mas há pano para mangas na publicação de 207 páginas hoje publicada.

Nota: Este é o meu primeiro texto no Economia & Finanças. Conto não os desiludir procurando manter os níveis de rigor e de relevância que têm pautado os artigos que tenho lido por aqui. Critiquem à vontade :-)

Ao vosso dispor,

Mapari.

Deflação desacelera em Novembro mas continua a aprofundar-se

14 December, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Dinheiros, Números Estatística 

Segundo dados do INE hoje divulgados, a taxa de variação média anual dos preços manteve-se negativa tendo descido mais um pouco face ao apurado no mês anterior. A habitual taxa de inflação (agora de deflação porque os preços estão a descer), fixou-se nos -0,8%.

As variações face ao mês anterior e face ao mesmo mês do ano anterior dão contudo um sinal de que o ritmo da descida dos preços está a abrandar. A variação face ao mês anterior foi de +0,2% e a variação homóloga do -0,6% sendo inclusive superior à variação média anual.

Relatório do INE disponível aqui.

Dados recentes sobre a evolução da Gripe A no Mundo

12 December, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Sociedade 

A Wikipédia na sua página 2009 Flu Pandemic Timeline tem vindo a acompanhar a evolução da Gripe A recebendo contributos de editores de todo o mundo.

Nas últimas semanas, como seria de esperar, é no Hemisfério Norte que se têm registado mais os casos mais significativos com o número de países a registar casos mortais devido à Gripe A a aumentar regularmente. Sublinha-se ainda o registo das mutações comprovadas do vírus e a sua propagação internacional, situações de resistência aos medicamentos anti-virus e as situações de  dupla infecção (pessoas que tiveram Gripe A mais do que uma vez). Não é a informação mais agradável de ser conhecer, mas é bom que se saiba.

INE revê em baixa estimativa sobre o PIB no 3º Trimestre

Com a recepção de informação revista e de dados ainda não disponíbeis aquando da estimativa rápida, o INE reestimou a variação homóloga para a evolução do PIB ao longo do 3ª trimestre de 2009 passando do inicial 2,4% negativo para 2,5%. Face ao 2º trimestre do corrente ano o PIB cresceu 0,7% (0,9% na estimativa rápida). O cenário global mantêm-se face ao antecipado há alguns dias pelo INE na sua síntese económica mensal:

“(…) A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos esteve fundamentalmente associada à redução menos acentuada da procura interna, particularmente do Investimento, cujo contributo para a variação do PIB passou de -4,6 p.p. no segundo trimestre para -2,7 p.p. no seguinte. O contributo da procura externa líquida foi inferior ao verificado no trimestre anterior (0,9 p.p. e 0,2 p.p. do 2º para o 3º trimestre), tendo-se observado menores diminuições homólogas das Exportações e das Importações. (…)”

Relatório completo no sítio do INE (aqui).

Formação ao longo da vida – Inquérito à Educação e Formação de Adultos 2007

30 November, 2009 por RCB · Deixe um comentário
Arquivado em: Economia Nacional, Números Estatística, Sociedade 
  • Quem é que se dedica mais a actividades educativas formais ou informais ao longo da vida?
  • Quem são, como se caracterizam, os que não participam de todo em qualquer tipo de actividade formativa?
  • Que impacto tem a frequência de acções de formação formais ou informais no desempenho do indivíduo no mercado de trabalho?

O Inquérito à Educação e Formação de Adultos (2007) recentemente divulgado pelo INE (ver aqui) permite encontrar algumas pistas importantes para responder a questões como as acima colocadas, podendo, naturalmente, servir de orientação ao decisor político.
De um leitura rápida podemos verificar que estar inactivo é uma condição fortemente associada a uma baixa participação em qualquer tipo de educação formal ou não formal, a larga distância dos indivíduos empregados e desempregados. Este facto dá, de certa forma, a medida do potencial que poderá estar adormecido em termos de força de trabalho que não tem “ido a jogo” nos últimos anos: muito poucos se têm ocupado de incrementar as suas competências pela via educativa.
Por outro lado, entre aqueles que dos 18 aos 64 anos não praticaram em qualquer tipo acção de aprendizagem (48,2% da população) não se encontraram diferenças significativas entre homens e mulheres, denotando-se contudo uma fortíssima relação inversa entre a prática de acções de aprendizagem e a idade: quanto mais velho menos predisposto a novas acções formativas. Eis a súmula da tipificação dos que se alheiam da formação de acordo com o INE:

“(…) Em traços gerais, o perfil tipo do não participante em actividades de educação ou formação pode definir-se nos seguintes moldes: é um indivíduo com idade superior a 45 anos; com um nível de escolaridade completo que não ultrapassa o 3º ciclo do ensino básico; vive em zonas pouco povoadas; é sobretudo inactivo e, se exerce uma profissão, enquadra-se nos grupos profissionais menos exigentes em termos de qualificações; aufere um nível de rendimentos não superior a 750 euros; não utiliza computador ou Internet; não conhece ou consegue usar outras línguas para além da língua materna e não tem hábitos de leitura de livros ou de jornais.
O percurso educativo formal de cada indivíduo parece não ser negligenciável no seu envolvimento em actividades desta índole. Dos indivíduos cujo nível de escolaridade não ultrapassa o 3º ciclo, 60,7% não participa em actividades de aprendizagem; para os indivíduos com o nível secundário/pós-secundário esta proporção de não participação é de 23,2% e de 14,4% para os indivíduos com nível de ensino superior. (…)”

Quanto ao impacto das várias formas de educação e a sua respectiva frequência numa melhoria na remuneração e/ou do tipo de emprego, ainda que distintos entre os vários tipos de educação possíveis, dão a mesma indicação inequívoca de que para melhorar a situação profissional é melhor continuar a aprender. Para uma análise mais fina o melhor mesmo é passar pelo portal do INE.

Anuários Estatísticos Regionais – 2008

O INE divulgou recentemente mais uma colecção de anuários estatísticas regionais contendo a informação estatísticas mais recente até ao nível conselhio e regional. Além da habitual síntese analítica destaca-se a difusão autonomizada de cerca de 90 quadros, gráficos e tabelas estatísticas que permitem ao utilizador alguma liberdade para refinar de acordo com o seu interesse alguma inquirição à informação estatística recolhida. Poderá aceder a estes dados na página sobre os Anuários Estatísticos Regionais 2008 do INE.

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