O que deve saber sobre o mercado Forex?

Custa a acreditar que o Forex continua a ser um mercado financeiro relativamente desconhecido, principalmente considerando que é tido como o maior mercado financeiro do mundo. Mas quando se fala em investimentos económicos de larga escala, a primeira coisa em que a maior parte dos investidores pensa continua a ser no mercado de acções.

Vêem-nos à cabeça as imagens típicas dos corretores de Wall Street, dos números no ecrã, dos títulos ultra-valorizados das maiores empresas do mundo, das bolhas e dos crashes… Mas o que diria se lhe disséssemos que no Forex se negoceiam volumes 9,63 vezes superiores ao do mercado de acções? Ou que no Forex circulam diariamente uns impressionantes 5 triliões de dólares?

 

Mas afinal, o que é o Forex, e porque é que você ainda não ouviu falar daquele que é tido como o maior mercado financeiro do mundo?

Para mais informações, você pode consultar este link, onde o Forex é definido e explicado em grande detalhe. Mas permita-nos fazer um pequeno resumo. Em termos básicos, o Forex (acrónimo da expressão inglesa para foreign exchange) é o mercado financeiro descentralizado onde se operam todas as transições de câmbio. Ou seja, sempre que um negócio envolve dois tipos de moeda (como por exemplo, o dólar americano e o euro), o Forex pode desempenhar um papel importante.

Como o Forex actua predominantemente sobre as diferenças entre valores de moedas ao invés de bens especulativos, pode ser considerado um mercado relativamente estável. É, além disso, impressionante devido aos grandes volumes que envolve: não é por acaso que os maiores investidores do mundo – como Governos ou grandes empresas multinacionais – investem tanto neste mercado.

Além de apresentar grandes oportunidades para investidores, o Forex ajuda empresários e produtores a atenuar o risco envolvido em transacções multinacionais, garantindo que contratos futuros entre ambos não dependam de uma eventual descida ou pico no preço base de uma moeda.

 

É possível investir no Forex de forma independente?

Mesmo que o Forex seja o maior mercado do mundo, e uma das plataformas financeiras favoritas dos grandes “tubarões” da economia mundial, o Forex pode apresentar excelentes oportunidades para investidores privados que procurem rentabilizar o seu capital de forma independente. Felizmente, apostar neste promissor mercado nunca foi tão fácil como agora. Através da Internet é possível encontrar uma série de diferentes corretores que garantem acesso rápido e barato ao mercado Forex. Através deste link é possível aprender mais acerca dos diferentes tipos de corretores Forex que estão ao alcance do investidor comum.

No momento de investir, lembre-se que, tal como no mercado de acções, existem mil e um possíveis motivos para justificar o aumento ou descida do valor dos seus investimentos. Desde a oferta e procura até à instabilidade político-económica, todos os factores que se reflictam sobre o valor de uma moeda devem ser equacionados no momento de investir. Embora moedas como o Iene se estejam a tornar cada vez mais populares nos mercados financeiros, os “velhos conhecidos” do dólar, da libra, e do euro continuam a constituir a preferência dos investidores.

 

ATENÇÃO: o investimento em contratos de derivados sobre divisas (FOREX) como todos os investimentos, tem riscos. Neste artigo explicam-se alguns aspetos técnicos e nomeaclatura associada, não fazemos recomendações de investimento. Procura-se acima de tudo informar.

Antes de investir averigue quais são os riscos, como mitigá-los e se se adequam ao seu perfil de risco. 

Não há nenhum bom investidor que não seja um investidor bem informado.

O que é o Forex?

Forex, FX (Foreign Exchange), i.e. o mercado de câmbio internacional, é o maior e mais líquido mercado do mundo. Embora a sua função inicial o de permitir e simplificar o hedge cambial e evitar riscos cambiais no comércio entre países, a maioria das transações atualmente é circunscrita a este mercado, isto é, 90% das transações são motivadas pelo lucro potencial da especulação quanto às flutuações de preços.

 

O Forex é um OTC (Over The Counter), ou seja, um mercado de balcão. Isto significa que o mercado está fora de bolsa, não tendo uma sede ou local específico registado (não é centralizado como, por exemplo, as bolsas de valores de Nova York ou Londres), mas é gerado por um grande número de transações singulares concluídas entre várias entidades.

 

Os principais participantes do mercado Forex são grandes instituições financeiras (bancos e fundos de investimento). No entanto, o progresso tornou este mercado acessível não só aos “grandes” players mas também a praticamente qualquer pessoa – na prática, tudo o que precisa é de ter acesso à Internet. Portanto, a especulação Forex por meio de Contratos derivados por diferença (CFD) tornou-se possível mesmo para investidores principiantes.

 

Para poder negociar esses CFDs, basta aceder a um intermediário do mercado: o Forex Broker. O Forex Broker é um Corretor de Forex, isto é, uma instituição financeira que permite que clientes individuais (e outros) invistam no mercado financeiro por meio de plataformas de transações on-line. Para poder operar, qualquer corretor deve ter uma licença da autoridade de supervisão financeira competente e oferecer os seus serviços de acordo com a lei e regulamentos vigentes.

 

O que é um par de moedas?

Forex é o local de negociação de pares de moedas e cada um deles compreende uma moeda base (primeira do par) e uma moeda cotada (segunda do par).

O preço (taxa de câmbio) é a relação entre as duas moedas, ou seja, se a taxa de câmbio EUR / PLN for 4,2705, isso significa que 1 euro = 4,2705 PLN. Repare ainda que a taxa de câmbio do par de moedas é sempre denominada na moeda cotada, por exemplo: o preço do EUR / USD é denominado em dólares americanos, enquanto o preço do EUR / GBP em libras esterlinas.

 

Convencionalmente, os pares de moedas são divididos em:

  • Principais – pares que incluem moedas das maiores economias do mundo (por exemplo, EUR / USD, GBP / USD ou USD / CHF);
  • Menores – pares de moedas secundárias com menor significado global (por exemplo, CAD / CHF, NZD / JPY, EUR / SEK)
  • Emergentes – pares de moedas exóticas em que uma das moedas do pare é de um país com um mercado emergente (por exemplo, USD / RON, EUR / PLN, USD / CZK).

 

A taxa de câmbio do par de moedas é sempre composta por dois preços: preço de venda (BID) e preço de compra (ASK). Lembre-se de que as transações de venda são sempre abertas ao preço do BID (e fechadas ao preço do ASK), enquanto as transações de compra são abertas ao preço do ASK (e fechadas ao preço do BID).

 

Exemplo:

Se a cotação do PLN mostrar os preços 1512,60 / 1512,95, significa que a transação de compra será concluída ao preço de 1512,95, enquanto a transação de venda ao preço de 1512,60.

 

Para saber mais informações sobre forex e mercados cambiais visite o site da XTB

 

ATENÇÃO: o investimento em contratos de derivados sobre divisas (FOREX) como todos os investimentos, tem riscos. Neste artigo explicam-se alguns aspetos técnicos e nomeaclatura associada, não fazemos recomendações de investimento. Procura-se acima de tudo informar.

Antes de investir averigue quais são os riscos, como mitigá-los e se se adequam ao seu perfil de risco. 

Não há nenhum bom investidor que não seja um investidor bem informado.

O mercado cambial no dia seguinte

Evolução DinheiroO mercado cambial: ontem deixava aqui – “A hermenêutica aplicada…” – a pergunta:

“(…) Será que perante o abrandamento do ritmo das tensões inflacionistas de curto prazo, o BCE reagira regressando a uma toada mais pausada nas suas intervenções sobre as taxas de juro? Esta parece que será a pergunta que se segue nesta novela que tanto estimula o estudo da hermenêutica entre economistas, jornalistas e leigos. (…)”

Hoje, o mercado reagiu levando o Euro a desvalorizar significativamente face ao dolar; uma situação que está a ser interpretada assim:

“O euro desvalorizava face à moeda norte-americana, tendo atingido mínimos de Julho, numa altura em que o mercado duvida de mais subidas nos juros por parte do BCE a partir de 2007 , ao mesmo tempo que se dissipam as expectativas de que a Fed vai reduzir a sua taxa de juro nessa altura. (…)”

in Jornal de Negócios

O artigo prossegue a análise com mais considerações hermenêuticas. Julgo que como comentário, por enquanto, basta o que já está escrito nas entradas anteriores.