Mapa do crescimento na Europa segundo o FMI (WEO – abril 2013)

A FMI acaba de rever as suas previsões para o crescimento económico mundial na mais recente edição do World Economic Outlook da primavera de 2013. Destacamos em particular a informação contida na página 20 (previsões para 2013 e 2014) que, com raras exceções, aponta para uma degradação das previsões económicas. Chamamos também a atenção para … Ler mais

Projectar o futuro tomando por base apenas os últimos 10 anos será outra forma de fado?

Um excerto do artigo de ontem de Manuel Caldeira Cabral no Negócios que apresenta uma alternativa de interpretação à corrente dominante que talvez não mereça ser desprezada, “Uma teoria alternativa sobre o crescimento de Portugal“:

“(…) Mas então porque é que Portugal não registou um crescimento do PIB mais acentuado do que a média europeia na última década?

A meu ver este facto explica-se por três razões. A primeira é que as melhorias nos factores de crescimento só resultam em aumento do PIB potencial com algum desfasamento. As melhorias introduzidas na educação primária e pré-primária podem reduzir o abandono escolar e melhorar o desempenho das actuais crianças, o que se vai reflectir em termos de aumento da produção apenas daqui a 15 ou 20 anos. O aumento do número de estudantes universitários pode ter um efeito mais imediato, mas mesmo neste caso existe um desfasamento temporal.

A segunda razão decorre de, ao mesmo tempo que estas melhorias estavam a acontecer, o país ter enfrentado três importantes choques externos: o aumento do preço da energia; o aumento da concorrência asiática e os efeitos do alargamento da UE. Estes foram choques assimétricos, com efeitos negativos para Portugal muito mais acentuados do que para a generalidade dos restantes países europeus.

A terceira liga-se à diferença entre crescimento do PIB potencial e crescimento do PIB efectivo. Tal como na década de noventa o PIB efectivo de Portugal cresceu acima do PIB potencial, também na década 2001-2011 o PIB efectivo terá crescido abaixo do PIB potencial.  

O facto de o nosso PIB efectivo estar abaixo do PIB potencial, quando em 2001 se verificava o inverso, explica parte da má performance verificada na última década. No entanto, a existência desta diferença (“output gap”) significa que Portugal tem um potencial de crescimento por realizar.

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Gerar menos riqueza e ainda assim aumentar produtividade? O nosso futuro.

Recomendamos vivamente a leitura do artigo “O mito japones” de Daniel Gros hoje publicado no Jornal de Negócios que sublinha a relevância de corrigir comparações internacionais atendendo à evolução demográfica e às flutuações na população activa. Um excerto: “(…) Podem-se tirar duas lições desta consideração sobre a influência dos factores demográficos no crescimento económico. Primeiro, … Ler mais

Envelhecer será a primeira causa de empobrecimento das nações?

Segundo Paul Krugman é esse o caso do Japão: envelhecer será a primeira causa da queda do PIB per capita . No artigo hoje publicado no NYT, o nobel da Economia junta-se a um conjunto crescente de analistas que estão a olhar com mais atenção para o relacionamento entre os fenómenos demográficos e o crescimento … Ler mais