Moratórias bancárias prolongadas mas candidaturas terminam em setembro de 2020

O governo decidiu, na reunião de conselho de ministros de 24 de setembro de 2020, prolongar a duração das moratórias bancárias durante mais seis meses o que leva o prazo de moratória até setembro de 2021. Se é certo que teremos moratórias bancárias prolongadas, também é certo que a candidatura às mesmas, na modalidade atual, termina a 30 de setembro de 2020.

 

Moratórias bancárias prolongadas

No comunicado do conselho de ministros pode-se ler:

“As medidas excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições particulares de solidariedade social, e demais entidades da economia social, passam a vigorar até 30 de setembro de 2021”

Assim, empresas e particulares interessados em suspender o pagamento dos respetivos créditos bancários sem que isso tenha reflexo na sua avaliação de crédito e sem que fiquem dependente de uma negociação com o banco, deverão apresentar as respetivas candidaturas com os comprovativos de elegibilidade até 30 de setembro de 2020.

Após essa data, e por determinação do regulador europeu do setor bancário (EBA), os bancos poderão continuar a aceitar novos pedidos de moratória mas fá-lo-ão de forma casuística e sabendo que tais créditos terão que ser classificados como em incumprimento, o que terá consequências ao nível dos rácios regulatórios a que estão obrigados. Como dissemos, os devedores verão também a sua classificação de crédito afetada pois será classificado como tendo falhado pagamentos.

 

Quem pode pedir a moratória?

Para recuperar quem pode e como pode pedir a moratória bancária, vale a pena reler o nosso artigo “Moratória dos créditos das famílias, empresas, IPSS (Decreto-Lei n.º 10-J/2020)” relevante que, neste momento, o prazo oficial para aceitação de candidaturas termina a 30 de setembro de 2020.

Não deixe de ler todos os artigos sobre o COVID-19 que temos publicado, muitos deles destacando perguntas e respostas sobre algumas das medidas mais emblemáticas.

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5 Comentários

  • David Falcão Responder

    Atenção todos os inquilinos. Podem deixar de pagar renda sem consequências. Pensem bem nas oportunidades que temos agora de viver sem pagar renda.
    Façam como eu. Não pago renda, desde que a lei saiu de que o senhorio não pode fazer nada em relação a isso.
    A única coisa a ter atenção é que tem que estar preparado para mudar de casa na eventualidade de a lei voltar ao que era anteriormente.
    Entretanto disfrutem da oportunidade única. Isto nunca esteve tão bom como agora. Aproveitem como eu.
    Depois nem precisam de se preocupar com a divida porque ninguém vos vai pedir o que não têm para dar.

  • hugo carinhas Responder

    podem é levar umas porradas e ficar sem dentes, mas como guardaram o dinheiro das rendas ja da para meter uns dentes novos!! Só parasitas!!

    • Maria Clara Ventura Responder

      Realmente a avaliar pelos 2 comentários anteriores está tudo dito. Querem é viver custa dos outros sem fazer nada. Já agora desejo é que ninguém vos alugue casa bem como não vos paguem o salário pois cada centimo que vos derem é um desperdicio de dinheiro

  • Maria Clara Ventura Responder

    Realmente a avaliar pelos 2 comentários anteriores está tudo dito. Querem é viver custa dos outros sem fazer nada. Já agora desejo é que ninguém vos alugue casa bem como não vos paguem o salário pois cada centimo que vos derem é um desperdicio de dinheiro

  • António Santos Responder

    Pode ser que o CHEGA venha dar a volta a esta pouca vergonha que a esquerda dita “democrática” e defensora do povo apenas fala, mas na prática só defende os que lhe são próximos e quem paga são sempre os mesmos!

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