Como Construir uma Carteira de Investimento

Investidor Informado

Uma carteira de Investimento representa o conjunto de ativos que um determinado investidor detém, podem ser ações, obrigações, títulos de propriedade, opções e muito mais. Neste artigo procuraremos abordar a questão de como construir uma carteira de investimento.

A grande questão que surge quando decidimos investir é como constituir esta carteira de ações e qual a % do nosso investimento devemos alocar a cada ativo.

Isto leva-nos a 4 outras perguntas:

1. Qual é o nível de risco do ativo e estou disposto a aceitá-lo?

2. Qual é a taxa de Retorno que espero obter com os meus investimentos?

3. Qual o nível de liquidez do ativo?

4. Qual o horizonte de tempo do investimento?

 

A resposta a esta perguntas depende de fatores específicos de cada ativo e o nível de aversão ao risco de cada um, é uma decisão que deve ser sempre informada e que deve sempre cumprir a regra mais importante do investimento: não colocar os ovos todos no mesmo cesto – ou seja, não investir todo o capital num único ativo.

xtbVamos ver um exemplo.

 

Risco e Retorno

 

Apesar da teoria financeira considerar que existem ativos sem risco (normalmente a dívida soberana dos Países mais estáveis) a verdade é que mesmo dinheiro debaixo do colchão tem o risco de incêndio ou furto, ou por exemplo o dinheiro no banco, numa conta à ordem, corre o risco de estar a capitalizar com uma taxa de juro inferior à inflação e representar uma perda % ao final de um ano. Por outro lado, existem ativos como as ações ou cfds de índices que podem variar mais de 50% num ano e acarretar ganhos ou perdas conforme o sentido da nossa aposta.

O Nível de risco assumido é sempre uma decisão pessoal, sabendo que em teoria maiores riscos podem levar a maiores retornos.

 

A Maria é reformada e vive no alentejo. Tem uma reforma de 2.000€ e investiu 10.000€ em títulos da dívida Portuguesa a 10 anos. A Maria não gosta de risco, por isso joga pelo seguro e espera que quando tiver 75 anos tenha um rendimento extra. A Maria é uma investidora conservadora.

Por outro lado, o seu filho João, tem cerca de 30 anos, e é um investidor altamente sofisticado, com uma carteira de investimentos altamente diversificada que contém ações Portuguesas, ações Norte Americanas, CFDs e ETFS. O João tem ativos de risco como ações de empresas de mercados emergentes porque têm um retorno futuro expectável superior, por exemplo, às ações de empresas Americanas. Ao contrário da Maria, o João não gosta de obrigações e certificados de aforro porque têm um retorno baixo e são contrários ao seu perfil de investidor um pouco mais agressivo. O João não é um investidor de longo-prazo. Ele Investe no curto prazo para obter o máximo retorno em 3-5 meses.

Apesar do João e da Maria terem perfis de risco diferentes, tanto um como o outro poderiam transformar rapidamente os seus investimentos em dinheiro porque investem em ativos com grande nível de liquidez.

 

Constituição de um portfólio ou carteira de investimentos

 

O maior Investidor de todos os tempos Warren Buffett uma vez disse: “O Risco vem de não sabermos o que estamos a fazer”. Na prática o primeiro passo no caminho do investimento é sempre o estudo e compreensão quer seja dos conceitos técnicos quer seja dos ativos/empresas onde se está a investir e nunca, mas nunca investir num ativo que não se compreende.

Na prática a constituição de uma carteira de investimento ajuda a dissipar o risco de termos tudo investido no mesmo ativo, mas na prática como se processa?

Vamos ver um exemplo de alocação de ativos a uma carteira.

 

O Rui tem cerca de 40 anos e além do seu plano de poupança para a reforma que aprovisiona todos os meses, tem cerca de 10.000€ e que aplicá-los com um horizonte temporal de 5 anos. Ao falar com o seu conselheiro financeiro este aconselha-o, tendo em conta o seu perfil de risco moderado, a ter um mix de 40//50/10 entre ações, CFDs, obrigações e mercado de capitais e derivados. A sua carteira de ações poderia ser algo como:

 

Ações – Nível de Risco Médio

  • Ações dos Estados Unidos (Google, Nike, Amazon etc) – 25%
  • Ações empresas emergentes – 15%

 

Obrigações – Nível de Risco de Baixo a Moderado

  • Certificados de Aforro do Tesouro Português  – 30%
  • Obrigações com níveis de retorno (e risco superiores) , por exemplo obrigações de empresas – 20%

 

Mercado de Capitais e Derivados – Risco Elevado

  • CFDs de Indices ou de Moedas (Forex) – 10%

 

No final do dia o Rui está a investir 50% do seu capital em ativos com pouco ou nenhum risco, 40% em ações que deverão sempre ser um misto entre empresas sólidas com empresas mais pequenas mas com elevado potencial de crescimento e deixa ainda cerca de 10% para investimentos de elevado risco mas que podem ter um retorno bem mais interessante que os restantes 90% da sua carteira.

 

Em suma…

Este artigo é apenas um exemplo conceptual de como poderia ser uma carteira diversificada sabendo que o primeiro investimento que deve fazer é na sua literacia financeira e no seu conhecimento sobre mercados, empresas e produtos financeiros.

Em parceira com a XTB.

 

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1 Comment

  • ManuelResponder

    Para constitur uma carteira de investimentos, quem recomendam como empresa para gerir essa carteira. A DECO por exemplo tem essa solução, mas obriga à subscrição da revista INVESTE com um custo mendal de cerca de 10 euros
    Outras possibilidades?

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