Juro de certificados de aforro sobe e está acima da taxa média de depósitos a prazo

Em outubro de 2017, regista-se que o juro de certificados de aforro sobe e está acima da taxa média de depósitos a prazo. De facto, a taxa de juro bruta para novas subscrições de certificados de aforro fixa-se nos 0,671%, ligeiramente acima dos 0,669% oferecido em agosto, por exemplo. Nos últimos seis meses, a taxa tem oscilado em torno destes valores, em virtude de uma maior estabilização da euribor a três meses, o indexante que comanda a remuneração dos certificados de aforro (e que, sendo negativa, está a erodir o prémio implícito de 1% previsto neste produto).

Esta taxa continua a ser historicamente baixa, ainda assim, está acima da taxa de juro média bruta oferecida pelos depósitos a prazo com prazo inferior a um ano. Segundo o BCE, a taxa de juro de novos depósitos (de prazo superior a 1 ano) às empresas e famílias, não foi além dos 0,43%.

Recorde-se que os certificados de aforro perderam o prémio de permanência generoso de 2,75 pontos percentuais que lhes havia sido atribuído até dezembro de 2016. Neste momento, está previsto um prémio de permanência de 0,5% a pagar a partir do 13º mês até ao final do 5º ano. E um adicional de mais 0,5% a contar do início do 6º até ao final dos 10 anos de prazo máximo dos certificados de aforro.

Atendendo a que os certificados de aforro podem ser movimentados a qualquer momento após os primeiros três meses, e atendendo também a que hoje é bastante mais fácil (nomeadamente através da plataforma aforro.net) proceder a subscrições (resgates só para os certificados de tesouro, por enquanto), podem ser uma boa solução para obter uma melhor remuneração para aplicações de curto prazo.

Para quem pretender aplicar as poupanças a um ano ou mais já serão menos interessantes do que os certificados do tesouro poupança mais.

Os certificados de tesouro têm como principal desvantagem o facto de não poderem ser levantados nos primeiros 12 meses, contudo pagam uma taxa bem mais interessante: 1,25% brutos no primeiro ano, subindo 0,5 pontos percentuais todos os ano até atingirem o máximo de 3,25% no 5º e último ano.

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