Clima económico está ao melhor nível desde junho de 2002

O indicador de clima económico está ao melhor nível desde junho de 2002 segundo revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística referentes a maio de 2017. O indicador de clima é apurado tendo por base as indicações recolhidas juntos dos empresários de vários setores de atividade (serviços, indústria transformadora, construção e comércio) e resulta de uma operação repetida todos os meses, no âmbito dos Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores.

Em maio de 2017, o indicador de clima atingiu os 2,0 pontos, o melhor registo em 178 meses. Maio foi o quinto mês consecutivo em que o indicador de clima melhorou. Segundo o INE, para esta evolução contribuíram as melhorias na confiança dos setores das Construção e Obras Públicas e dos Serviços. No setor da indústria transformadora o indicador de confiança estabilizou depois de ter aumentado significativamente nos meses anteriores. Finalmente, registou-se uam ligeira diminuição do indicador de confiança no comércio.

Clima económico maio 2017
Clima económico maio 2017
Fonte: INE

Quanto aos consumidores – cujo indicador de confiança não é incorporado no indicador de clima – o registo foi de um novo recorde positivo: o indicador encontra-se no melhor patamar desde o início da série do INE, ou seja, desde 1997 e tem vindo a melhorar de forma regular desde o início de 2013.

 

Eis o resumo global feito pelo INE sobre este que é o primeiro indicador económico relativo ao segundo mês do segundo trimestre de 2017 a ser conhecido:

A evolução do indicador de confiança dos Consumidores no último mês resultou do contributo positivo de todas as componentes, de forma mais expressiva nos casos das expectativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país.

O indicador de confiança da Indústria Transformadora estabilizou em maio, interrompendo a expressiva trajetória positiva iniciada em junho de 2016. No mês de referência, as opiniões sobre a procura global contribuíram positivamente para o comportamento do indicador, enquanto as apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados e as perspetivas de produção apresentaram contributos negativos.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou entre janeiro e maio, atingindo o máximo desde junho de 2008 e refletindo no último mês, o contributo positivo das perspetivas de emprego, uma vez que o saldo das opiniões sobre a carteira de encomendas registou uma evolução negativa.

O indicador de confiança do Comércio diminuiu ligeiramente em maio, após ter aumentado no mês anterior, em resultado do contributo negativo das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de stocks.

O indicador de confiança dos Serviços aumentou nos últimos seis meses, atingindo o valor máximo desde agosto de 2001. Em abril, verificou-se uma evolução positiva de todas as componentes, opiniões sobre a atividade da empresa e sobre a evolução da carteira de encomendas e perspetivas sobre a evolução da procura.

Mais informação qualitativa e quantitativa disponível no sítio do INE. Pode ainda acompanhar as nossas análise passadas (e futuras) seguindo a tag “Indicadores de confiança“.

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