18 mil novos empregos criados num único mês – março de 2017

Entre fevereiro e março de 2017 a taxa de desemprego caiu mais uma décima, fixando-se nos 9,8% segundo a estimativa definitiva de abril, divulgada pelo INE.  No mesmo período, o INE estima que se tenham criado 18 mil novos empregos, tendo o número de desempregados diminuído em 4 700 pessoas. Ao todo, em março, haveria 503,6 mil pessoas desempregadas e 4 649,5 mil pessoas empregadas. O aumento no emprego e diminuição do desemprego foram mais expressivos entre os mais jovens.

Para abril de 2017 – estimativa provisória – o INE aponta para nova queda rumo aos 9,7%.

 

Emprego cresce mais depressa do que cai o desemprego

Repete-se assim a situação de estarem a regressar pessoas à população ativa, ocupando a maior parte dos novos postos de trabalho gerados. Este fenómeno explica porque é que com mais 18 100 novos empregos o desemprego apenas diminuiu em 4 700 indivíduos. Milhares de pessoas que estariam desanimadas, que teriam desistido de procurar emprego, que estariam emigradas ou que ainda não tinha atingido a idade ativa estarão a contribuir para a evolução agora identificada.

18 mil novos empregos criados num único mês - março 2017
18 mil novos empregos criados num único mês – março 2017
Fonte: INE

Este é um movimento simétrico ao que aconteceu no pico da crise, no qual havia uma destruição de emprego maior do que o próprio aumento do desemprego. Nessa altura muitos desistiam de procurar em prego ou saiam do país, não contando assim para as estatísticas do desemprego

 

Taxa de desemprego cai mais entre os mais jovens

Os dados de março revelam que a taxa de desemprego entre os jovens (até aos 24 anos inclusive) diminuiu 1,4 pontos percentuais face a fevereiro se considerarmos os dados corrigidos de sazonalidade. No mesmo período a taxa de desemprego entre os resto da população manteve-se estável. Ou seja, foi a queda do desemprego entre os jovens que justificou a queda do desemprego.

No caso do emprego, verifica-se que o aumento da população empregada foi transversal a todos os grupos etários mas foi também entre os mais jovens que se registou um maior crescimento do emprego.

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