Crédito às Empresas: Pedir Pouco Sai Muito Mais Caro

O crédito às empresas revela uma fragmentação do mercado de acordo com o volume de crédito e da dimensão do devedor. Os dados do BCE relativos a Portugal (março de 2016) revelam que a taxa de juro de novos empréstimos concedidos pela banca às empresas não financeiras a operar em Portugal desceram dos 3,45% em fevereiro para os 3,11% em março, uma redução de 34 pontos base.

Crédito às empresas:

Esta evolução do crédito às empresas foi novamente mais sentida pelas grandes empresas/grandes empréstimos. De facto, a taxa de juro para novos empréstimos caiu dos 3,08% para os 2,46% quando o capital emprestado superou o milhão de euros tendo diminuído de 4,07% para 3,91% quando o montante emprestado não superou os € 250 000. Nos empréstimos entre os €250 000 e o milhão de euros os juros cobrados desceram de 3,70% em fevereiro para 3,55% em março de 2016.

A avaliação de risco e demais critérios usados pela banca continuam assim a penalizar de forma significativa os pequenos empréstimos às empresas, privilegiando os de maior escala. Em princípio, face a estes números, uma PME estará assim a pagar por um empréstimo até €250 000 mais 145 pontos base ou seja mais 1,45 pontos percentuais do que uma empresa que procure captar mais de €1 milhão.

Crédito às empresasEm termos gerais, as empresas portuguesas continuam a pagar um prémio adicional significativo pelo crédito que contratam quando comparadas com as suas concorrentes de países como a Espanha ou a Alemanha.

O Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia estima que:

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos´(IFM) às Empresas (SNF) passaram de 2,35% e 1,48% em fevereiro de 2016 para 2,52% e 1,58% em março de 2016, respectivamente” o que compara com uma taxa de 3,14% em Portugal, para este tipo de crédito em concreto.

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