Certificados de aforro e do tesouro já subscritos não verão taxas de juro alteradas

O ministro das presidência confirmou hoje à imprensa que, quanto à anunciada descida das taxas de juro dos certificados de aforro e dos certificados do tesouro poupança mais, “O ajustamento das taxas de juro é para a frente. Todos os actuais detentores de certificados não são afectados nas suas taxas.” Segundo anunciado publicamente pela secretária de estado do tesouro, as taxas de juros das duas aplicações em dívida pública que se encontram disponíveis para subscrição direta pelos pequenos aforradores irão ver as respetivas taxas de juro revistas em baixa a partir de fevereiro de 2015. No caso dos certificados do tesouro poupança mais será a primeira revisão desde que foram instituídos em finais de outubro de 2013.

Sobre este tema recomendamos a leitura do artigo “Certificados de aforro e do tesouro vão ter corte nas taxas em fevereiro de 2015” publicado no sítio Melhores Depósitos a Prazo do qual aqui publicamos a seguinte excerto:

” (…) Para as subscrições feitas em janeiro de 2015, a taxa anual nominal bruta dos certificados de aforro é de 3,069% o que conduz a uma taxa de juro depois de descontado o IRS de 2,21%, um valor claramente acima daquele que o Estado português hoje paga para empréstimos a 5 anos (no momento em que escrevemos as obrigações do tesouro portuguesas a 5 anos negociavam com uma taxa de juro de 1,571%) mas ainda inferior ao que paga para um empréstimo a 10 anos cuja última emissão já de janeiro de 2015 irá custar 2,875% ao ano  (note-se que 10 anos é o período máximo de duração de uma subscrição dos certificados de aforro nas subscrições atuais da série c).

Quanto aos certificados do tesouro poupança mais, a taxa de juro média anualizada (descontando eventual prémio a pagar no 4º e 5º ano caso o PIB português surpreenda) ronda os 4,25% (3,06% líquidos),  pagando 2,75% (1,98% líquidos) no primeiro ano, período no qual o capital não pode ser mobilizado. Também aqui parece evidente que, na conjuntura atual, há margem para descer a taxa de juro paga aos aforradores de novas subscrições, sem acarretar uma perda significativa de competitividade para a generalidade dos investimentos disponíveis no mercado para um nível de risco similar.

As subscrições com as taxa atuais estão disponíveis até 30 de janeiro nos balcões do IGCP, dos CTT e através do serviço bancário online do IGCP via aforronet.”

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