Bancos cobram mais às empresas e pagam menos aos depositantes – julho 2015

Recorrer à banca para pedir empréstimos ficou mais caro em julho ao mesmo tempo que escolher um depósitos a prazo como forma de poupança passou a render menos. Os dados de julho revelam que os bancos cobram mais às empresas e pagam menos aos depositantes. Segundo dados do Banco Central Europeu relativos a julho de 2015,  a taxa de juro média de novos empréstimos dos bancos a operar em Portugal às empresas (considerando todos os prazos) foi de 3,66%, ou seja, mais 0,09 pontos percentuais (p.p.) do que em junho.

Do lado dos novos depósitos a prazo (para prazos acima de 1 ano), a taxa de juro média em Portugal de depósitos de famílias e empresas foi de 0,64% em julho, menos 0,02 p.p. do que em junho. Segundo o Gabinete de Estudos Económicos do Ministério da Economia o diferencial entre taxas de juro de empréstimos e depósitos foi de 3,07 p.p. (3,01 p.p. no mês anterior). Em Espanha e na Alemanha os novos depósitos pagaram, em média 0,46% e 0,67% respetivamente tendo o diferencial entre taxas de empréstimos e de depósitos sido de 2,08 p.p. e de 0,9 p.p.

Não será certamente pelo diferencial entre taxas de juro ativas (empréstimos) e taxas de juro passivas (depósitos), claramente favorável à banca nacional face ao que se passa em Espanha e Alemanha que a banca nacional está ainda numa situação financeira debilitada.

Por outro lado, em particular as empresas nacionais continuam a ter condições de acesso ao crédito muito mais desvantajosas do que os seus concorrentes diretos sediados em Espanha ou Alemanha, o que dificultará desde logo, a sua competitividade no mercado internacional e a sua capacidade de ganhar quotas de mercado aos nossos parceiros. Face a Espanha, nosso principal parceiro comercial, retém-se que o sobrecusto do crédito vi a crédito bancário, é, em média, de cerca de 100 pontos base e face à Alemanha supera os 200 pontos base.

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