Taxa de Poupança das Famílias 2014: aumentou para 10,1% no 2.º trimestre

Segundo as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional relativas ao segundo trimestre de 2014 divulgadas pelo INE, em termos globais, a capacidade de financiamento da economia portuguesa aumentou para 1,6% do PIB (era de 1,4% no trimestre anterior).  Portugal consegue assim gerar recursos mais do que suficiente para suprir as suas necessidades de financiamento global (de famílias, empresas e estado) e ainda gera excedente para emprestar ao resto do mundo num valor correspondente a 1,6% do PIB. Segundo o INE “ esta melhoria foi determinada pelo aumento da poupança corrente da economia, em resultado do aumento de 1,1% do Rendimento Disponível Bruto da Nação, que mais que compensou o aumento da despesa de consumo final (0,7% no ano terminado no 2º trimestre de 2014).

Detalhando por setores institucionais o INE informa que com exceção das administrações públicas (cujo défice subiu de 4,1% no ano terminado no final do primeiro trimestre de 2014 para 4,8% no ano terminado no final do segundo trimestre de 2014) , os restantes setores institucionais viram a sua situação melhorar em termos de saldo. Entre as famílias a capacidade de financiamento aumento de 5,1% para 5,4% do PIB entre o primeiro e o segundo trimestre com a respetiva taxa de poupança a subir, no mesmo período, de 9,6% para 10,1% fruto de um aumento do rendimento disponível (+1,3%). Nas sociedades não financeiras a situação melhorou passando de -2,2% para -1,8% ainda que continuem deficitárias. Já quanto às sociedades financeiras registou-se uma melhoria de 2,6% para 2,9%.

Capacidade Nacessidade de financiamento setores institucionais 2014

Capacidade Nacessidade de financiamento setores institucionais 2014. Fonte: INE

 A agravamento nas administrações publicas é justificado essencialmente por “o aumento da despesa com transferências de capital, correspondente essencialmente ao valor da dívida de duas empresas públicas de transporte que passa a incluir a dívida das AP, na sequência dos empréstimos concedidos pelo Estado no 2º trimestre, tendo em consideração que aquelas empresas apresentam capitais próprios negativos.”.

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