Menos rendimento, mais consumo, menor taxa de poupança das famílias (1ºT2014)

A fotografia macroeconómica das famílias no primeiro trimestre de 2014 é esta: menos rendimentos disponível, mais consumo, menor taxa de poupança das famílias. O INE divulgou hoje as contas nacionais trimestrais por setores institucionais nas quais é possível ter uma melhor perceção do que se está a passar com as famílias, com as sociedades não financeiras (grosso modo as empresas exceto bancos e seguradoras) e com o Estado.

Nas famílias destaca-se uma redução do rendimento disponível, um aumento da fração desse rendimentos destinado ao consumo final e uma redução da taxa de poupança. de facto, a taxa de poupança das famílias diminuiu para 11,9% no primeiro trimestre de 2014 (era de 12,6% em igual período de 2013).

Taxa de poupança das famílias em 2014Ainda sobre as famílias, destaca-se que o seu rendimento disponível aferido pela fonte de rendimento tem vindo a mudar de forma clara nos últimos quatro anos. Comparado o peso relativo do rendimento por fonte entre o primeiro trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2014, verifica-se que as remunerações passaram de um peso de 69,6% para 65,9%. Por outro lado, registou-se uma maior dependência face às transferência sociais que passaram de 6,2% para 8,6% no mesmo período.

Com contributo crescente mas negativo para o rendimento das famílias, temos a evolução do peso dos impostos que passou de -8,0% para -11,4%. Curiosamente, o que as famílias hoje perdem para impostos corresponde sensivelmente ao que obtêm de ganhos de propriedades líquidos.  O excedente bruto de exploração/rendimento misto (tipicamente lucros associados à atividade empresarial) representavam 20,3% do rendimento disponível das famílias em 2010 e subiram para 21,4% no primeiro trimestre de 2014.
Note-se que esta análise agrega todas as famílias e apresenta valores médios que, naturalmente, escondem realidades muito diversas e relevante para quem queira desenhar política económica.

Para mais detalhes sobre as empresas ou sobre a administração pública da perspetiva das necessidades de financiamento, investimento, entre outras consulta a nota do INE sobre as contas nacionais trimestrais por setores institucionais

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