Confiança dos consumidores reforçou-se, enquanto na indústria patina

Segundo os dados hoje divulgados pelo INE, em junho, a confiança dos consumidores reforçou-se, enquanto na indústria patina.

De facto, a melhoria da confiança entre os consumidores foi transversal às quatro variáveis que compõem o indicador de confiança com especial destaque para a expectativas relativas ao desemprego nos próximos 12 meses.

A acompanha este reforça da confiança surgem as indicações dos empresários dos sectores do serviços e construção. Em sentido contrário surgem os sectores do comércio e da indústria transformadora, com comportamento errático há alguns meses, que se degrada em junho. Eis a análise síntese do INE:

A recuperação do indicador de confiança dos Consumidores em junho deveu-se ao contributo positivo de todas as componentes, sobretudo das expectativas sobre a evolução do desemprego, que registaram o mínimo desde julho de 2001.

O indicador de confiança da Indústria Transformadora diminuiu no mês de referência, após a ligeira recuperação observada em maio, em resultado do contributo negativo de todas as componentes, apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados, opiniões sobre a procura global e perspetivas de produção, mais significativo no último caso.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou em junho, retomando o movimento ascendente apresentado desde agosto de 2012. A evolução deste indicador no mês de referência refletiu a recuperação das opiniões sobre a carteira de encomendas e das perspetivas de emprego, mais expressivo no primeiro caso.

O indicador de confiança do Comércio diminuiu em junho, após ter estabilizado no mês anterior, devido ao contributo negativo das opiniões sobre o volume de vendas e de stocks, mais expressivo no último caso, tendo as perspetivas de atividade contribuído em sentido contrário.

O indicador de confiança dos Serviços prolongou o acentuado perfil ascendente observado desde o final de 2012, verificando-se uma recuperação das apreciações
sobre a evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa, mais significativa no segundo caso,
uma vez que as perspetivas de evolução da procura evoluíram negativamente.

Destaque-se que o indicador compósito – indicador de clima – continua a evoluir favoravelmente. No final da publicação do INE podem encontrar as perguntas relevantes e alguns dados sobre a qualidade da informação estatística e do processo de amostragem e recolha.

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