Indicadores e confiança: o mau e o bom

Indicadores e confiança: o mau e o bom.

O bom: uma subida marginal do nível de confiança dos consumidores levou o indicador a registar o valos mais elevado desde outubro de 2006, ou seja, para um patamar muito anterior ao da crise económica mundial.

O mau: o indicador de clima que agrega as opiniões dos empresários dos principais setores de atividade económica nacional interrompeu a tendência de subida que vinha registando desde o início de 2013. Resta saber se esta estagnação se trata apenas de uma observação irregular ou um ponto de inflexão de tendência. Ainda assim convém sublinhar que o patamar em que o indicador se situa corresponde ao valor mais elevado desde julho de 2008.

Sobre a evolução verificada em setembro de 2014 o INE afirma:

Indicador de Clima Económico - setembro 2014.JPG

Fonte: INE

” (…) O indicador de confiança da Indústria Transformadora aumentou nos últimos três meses, fixando o máximo desde setembro de 2008, em resultado do contributo positivo das opiniões sobre a procura global, uma vez que as perspetivas de produção e as apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados contribuíram negativamente.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas diminuiu ligeiramente em setembro, suspendendo o movimento ascendente apresentado desde dezembro de 2012. O comportamento deste indicador no mês de referência refletiu a redução do saldo das opiniões sobre a carteira de encomendas e das perspetivas de emprego, mais expressivo no segundo caso. No entanto, sem a utilização de médias móveis de três meses, este indicador de confiança aumentou no último mês.

O indicador de confiança do Comércio agravou-se nos últimos quatro meses, refletindo em setembro o contributo negativo de todas as componentes, apreciações sobre o volume de vendas e de stocks e perspetivas de atividade.

O indicador de confiança dos Serviços diminuiu de forma ténue em setembro, interrompendo o acentuado perfil ascendente observado desde o final de 2012, devido ao agravamento das apreciações sobre evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa, mais significativo no segundo caso, uma vez que as perspetivas de evolução da procura recuperaram. (…)”

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