Degradação de oito meses na taxa de cobertura interrompida em outubro de 2014

Desde o trimestre terminado em fevereiro de 2014, incluive, que a taxa de cobertura (80,8%) da balança de bens se vinha degradando consecutivamente. As exportações ou vinham caindo mais do que as importações ou aumentando menos do que as importações ao longo destes meses. No trimestre terminado em outubro essa tendência foi interrompida com as exportações a aumentarem 4,1% e as importações a aumentarem 2,0%.

Para este evolução em muito contribuiu especificamente o mês de outubro (em termos homólogos) e, em particular, a comércio para fora da União Europeia. Na realidade, em termos globais as exportações em outubro  aumentaram 9,4% enquanto as importações registaram um incremento de apenas 1,2% (o que compara com aumentos de 3,7% e 6,3% em setembro, respetivamente). Mas se se considerar apenas o comércio extracomunitário o aumento das exportações foi de 18,3% face a outubro de 2014 destacando-se as exportações de Veículos e outro material de transporte (essencialmente Automóveis de passageiros), Combustíveis minerais (sobretudo Fuelóleos e Gasolinas) e produtos Agrícolas (nomeadamente Carnes desossadas de animais da espécie suína). As importações para fora da União Europeia, por seu lado, registaram variação negativa em outubro face a igual período de 2013, na ordem dos 13,4% destacando o INE como tendo contribuído para este facto a queda das compras de Combustíveis minerais (sobretudo Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos).

No comércio intracomunitário as exportações também cresceram em outubro face ao ano anterior (+5,5%) tendo as importações aumentado mais significativamente: 6,9% (essencialmente devido aos Veículos e outro material de transporte (nomeadamente Automóveis de passageiros, Partes e acessórios para veículos automóveis e Veículos automóveis para transporte de mercadorias)).

Em suma, a balança comercial continuou a degradar-se quando se consideram apenas os nossos parceiros da União Europeia, mas melhorou em termos globais fruto do forte dinamismo das exportações e quedas das importações para fora da Europa.

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