É possível explicar a crise europeia em apenas dois gráficos?

É possível explicar a crise europeia em apenas dois gráficos? Ricardo Pais Mamede acha que sim e escreveu um artigo precisamente com esse propósito “A crise europeia explicada em dois gráficos (e a história é muito diferente do que nos contam)” terminando com a seguinte conclusão:

“Não faz sentido afirmar que a crise das dívidas soberanas se deve fundamentalmente aos erros de governação (que existiram, sem dúvida) cometidos nas últimas décadas nos países mais afectados. A crise deve-se à decisão de submeter economias com estruturas muito distintas às mesmas regras e às mesmas políticas. O erro de governação fundamental que pode ser apontado aos governos dos países em crise foi a decisão de participar no processo de integração europeia nos termos em que o fizeram (e que se revelaram desastrosos para as respectivas economias). O erro que lhes será apontado no futuro será o de não aprenderem com a história e prosseguirem pela mesma via.”

O leitor pode avaliar, do nosso lado sublinhamos que os dados de base utilizados recorreram a fontes oficiais da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu e, sim, somos tentados a concordar largamente com o que é dito.

Sobre este tema destacamos ainda uma polémica despoletada por este artigo de Ricardo Reis no Dinheiro Vivo “O FMI e a Austeridade” que mereceu réplica de Pedro Lains em “Mau Serviço“.

Para uma análise vista de fora (da europa) e com um pouco mais de macroeconomia recomendamos ainda: “Where Austerity Really Rules” de Simon Wren-Lewis.

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