Da ética da austeridade

Eis outro contributo para a análise da política económica com alguns factos estatísticos que nos são caros por aqui: Nuno Serra no Ladrões de Bicicleta em “Um país à deriva“. Um excerto:

“No final de 2012, a taxa de desemprego atinge os 16,9%. O ritmo de destruição de emprego empreendido pelo actual governo é absolutamente vertiginoso: em apenas ano e meio contabiliza um aumento de desempregados (233 mil) que compara com o verificado entre o início da crise financeira (2007/08) e Junho de 2011 (239 mil, em quatro anos e meio). Ao mesmo tempo, o número de desempregados sem acesso a subsídio de desemprego aumenta cerca de 120 mil desde a tomada de posse da maioria PSD/PP, atingindo os 524 mil no final do ano passado. E o número de beneficiários de RSI está em queda desde Março de 2010: menos 124 mil (redução de 30%), a que acresce uma degradação crescente dos valores das prestações (244€ em média, por família, em Fevereiro de 2010, para 215€ em Dezembro de 2012). Tudo isto enquanto a tripla tenaz da austeridade (aumento do custo de vida, cortes salariais e degradação dos serviços públicos e das prestações sociais) foi sendo violentamente aprofundada. Bem-vindos à «ética social na austeridade». (…)”

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