Mudanças nos Certificados de Aforro: taxa mínima acima dos 2,75% e máxima até 5% (atual.)

É um facto: Certificados de Aforro: taxa mínima acima dos 2,75% e máxima até 5%.

Na sequência da suspensão de novas subscrições dos certificados do tesouro e em virtude da hemorragia duradoura ao nível dos certificados de aforro que há anos são manifestamente pouco competitivas face, por exemplo, aos tradicionais depósitos a prazo, o governo decidiu alterar as condições de remuneração dos certificados de aforro a partir de 1 de setembro.

As alterações far-se-ão tanto na série B (já encerrada à subscrição) quanto na série C ainda em subscrição corrente. Em ambas desaparecerá o prémio de permanência sendo substituido por uma taxa de juro fixa à qual se somará como até hoje, o indexante.

Na série B onde por esta altura já todos os subscritores estão a beneficiar do prémio máximo de permanência (de 2%) somar-se-a a esse prémio mais 1 ponto percentual. Na prática a taxa em vigor passará, após adicionado o indexante de curto prazo, a valores de agosto de 2012, para cerca de 3,2% (TANB).

Na série C, o prémio de permanência será substituído por uma taxa fixa de 2,75% que adicionada ao indexante de taxas de juro de curto prazo redundaria, em agosto de 2012, numa taxa de juro de cerca de 3,3% (TANB). Sublinhe-se que, a taxa máxima nunca será superior a 5%, cenário que apenas poderá ser atingido caso o indexante de curto prazo supere os 2,25%.

A subscrição nestas novas condições iniciar-se-á 1 de setembro (via Aforro Net, por exemplo, ler “Aforronet – certificados de aforro on-line“). O governo informou ainda que este regime vigorará até 31 de dezembro de 2016.

O governo indica ainda que está a estudar outras formas de colocação de dívida pública junto de particulares, compromisso que tem vindo a ser reiterado há vários anos, por vários governos. Note-se que esta alteração ocorrer depois de concluído o processo de recapitalização da banca e após vários meses de forte concorrência ao nível das taxas de juro dos depósitos a prazo, com significativas fugas de aforro rumo, precisamente, às instituições financeiras.

Serão os certificados de aforro finalmente concorrenciais com os depósitos a prazo?

A pergunta não tem resposta fácil e dependerá, por exemplo, do prazo de imobilização do poupança. Para comparar, o melhor é visitar a nossa página sobre Depósitos a Prazo e consultar a nossa base de dados recentemente atualizada.

Fonte: vários órgãos de comunicação social.

ADENDA:
Portaria n.º 268-C/2012
Ministério das Finanças
Altera a Portaria n.º 73-B/2008, de 23 de janeiro, que fixa a taxa de juro base dos certificados de aforro da série A e da série B

Portaria n.º 268-D/2012
Ministério das Finanças
Altera a Portaria n.º 73-A/2008, de 23 de janeiro, que cria uma nova série de certificados de aforro, designada «Série C»

2 comentários sobre “Mudanças nos Certificados de Aforro: taxa mínima acima dos 2,75% e máxima até 5% (atual.)

  1. Os certificados de aforro são, dos vários produtos de poupança disponíveis para os pequenos investidores, o que apresenta pior rendimento. Em alguns casos, um depósito a prazo rende mais, apesar de também aqui as taxas de juro estarem muito baixas.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.