De como a ignorância sustenta muita fortuna

A ler “Ignorância é poder” por Rui Manuel Cerdeira Branco, no Diário Económico. Um excerto:

“(…) É raro o dia em que não nos chega ao conhecimento alguém a quem um vendedor menos escrupuloso ou tão singelamente incompetente, impingiu – é o termo – um qualquer produto financeiro inteiramente desadequado ao perfil do consumidor que a ele se socorreu em busca de conselho.  (…)

Seguindo o exemplo financeiro, chegamos a duas fontes fundamentais que desembocam num imenso problema: por um lado, quem vende é patrocinador dedicado e poderoso da desregulação e é useiro e vezeiro em vender gato por lebre a quem queria peixe e, quem compra, apresenta, por regra, um misto de ignorância e ingenuidade que o condenam a protagonizar provérbios com gatos e sapatos.

Que fazer, caro leitor? Não desespere, recorde-se que se a democracia portuguesa é ainda uma jovem adulta, a ação do Estado por via dos seus reguladores e supervisores orientados para mercados especializados está algures entre a pré-escola e a adolescência. (…)”

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1 Comment

  • silvaResponder

    Se não há corrupção digam como é possivél trocar trabalhadores por outros num despedimento coletivo do casino estoril com milhões de lucros e faz dois anos e meio na justiça e nada.
    Cada vez mais se dá a mostrar ao povo os verdadeiros corruptos pela boca de Candida Almeida.
    Que país poderá ser mais corrupto que este, quando esta senhora, que nas intervenções públicas aparece sempre revestida de uma serenidade e postura próprias de uma lady, vem com trejeitos histéricos, hiperexcitada, quase verborreica, afirmar o contrário que todos sabem e que ela própria deveria combater com o maior afinco?! Cada vez melhor percebo: não há forma mais perfeita de se roubar e corromper que através da Lei. Quer seja na elaboração de leis com fins protectores de interesses quer, como neste caso, “comprando” a Lei para a ter do seu lado. Portugal não tem futuro.

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