Para preço igual ou ligeiramente superior a escolha recai no produto nacional

Há alguns dias que temos em curso a pesquisa “Quando vai às compras admite pagar mais para comprar um produto português? (act.)” junto dos nossos leitores e com 451 respostas recolhidas e constatada a estabilidade nas relação entre as respostas obtidas decidimos dar por findo o exercício.

O que concluir?  Que entre os leitores que responderam, 45% dá uma vantagem preferencial aos produtos portugueses quando estes se apresentam a preço idêntico a outros não portugueses. Apuraram-se ainda 18% dos respondentes que admitem pagar ligeiramente mais (até um máximo de 5%) para adquirir um produto nacional, uma percentagem ligeiramente superior à dos leitores que optam sempre por comprar o mais barato. Eis os resultados completos:

Quando vai às compras admite pagar mais para comprar um produto português?

  • Não, mas a preços idênticos procuro comprar o português (45%, 202 Votes)
  • Sim, até mais 5% do preço (18%, 79 Votes)
  • Não, compro sempre o mais barato (15%, 67 Votes)
  • Sim mesmo que custe mais de 10% (12%, 52 Votes)
  • Sim, até mais 10% do preço (9%, 39 Votes)
  • Outra opção (1%, 12 Votes)
  • Total de votantes: 451

    Note-se que nada foi dito sobre a qualidade dos produtos em comparação tendo esse julgamento (a ponderação ou não desse aspecto) sido deixada a cargo da avaliação subjectiva de cada leitor. A suposição que fazemos é que quem respondeu assumiu estar a comparar produtos, de facto, comparáveis e apenas diferenciados pelo preço, mas… esta é apenas a nossa suposição.

    Em todo o caso, se alguma pista surge desta pesquisa é a de que há um ambiente moderadamente favorável para o produtor nacional e uma ligeira vantagem em caso de se produzir com igual qualidade para o mesmo preço ou para um preço marginalmente superior. Tudo isto nos parece ser algo que não merece ser desaproveitado.

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