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Evolução das taxas de juro médias e dos depósitos a prazo das famílias

Quando em 2008 e inícios de 2009 o crescimento dos depósitos a prazo acelerou encontravam-se algumas explicações evidentes e directas: havia uma maior desconfiança face a investimentos mais arriscados e progressivamente os depósitos a prazo vinha remunerando a melhores taxas. O mundo era um local perigoso e, talvez nessa altura, tenha sido mais o medo de aplicações alternativas do que o retorno dos depósitos a justificar a maior aforro em depósitos. Na altura a fuga estaria a fazer-se das acções, dos vários tipos de fundos de investimento e mesmo do imobiliário que aqui bem perto estava em colapso.

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Agora o mundo continua a ser um local incerto para aplicar poupanças, particularmente na Europa. O Estado não tem produtos de poupança particularmente cativantes, apenas a médio e longo prazo (Certificados do Tesouro) e já não tem a credibilidade de outrora. Por outro lado, as taxas de juro dos depósitos a prazo estão a subir de forma considerável, subindo junto com elas a pressão dos próprios bancos juntos dos seus clientes para canalizarem as suas economias para estes produtos, de preferência a médio prazo. O gráfico que aqui apresentamos (relativo a depósitos das famílias e a taxas de juro médias aplicadas às mesmas nos depósitos a prazo) demonstra a reactividade do incremento da poupança em depósitos face às taxas de juro oferecidas.

Para mais detalhes sobre a oferta disponível pode consultar a nossa base de dados sobre depósitos a prazo.

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