Certificados do Tesouro: resgatar e voltar a subscrever compensa!

O Negócios fez as contas e nós não encontrámos erro no raciocínio: quem tem certificados do tesouro há pelo menos seis meses (o tempo mínimo após o qual poderá movimentar livremente o seu dinheiro) deve considerar seriamente resgatar o investimento e subscrevê-lo novamente às taxas correntes. Esta vantagem foi provocada pela rápida subida das taxas de juro associadas à remuneração destes títulos de dívida pública. Como se pode verificar no nosso simulador, a taxa (TANB) que receberá quem aplicou poupança nos certificados do tesouro em Julho (5,5%) ou Agosto (5,35%) de 2010, é claramente inferior aos 6,65% que começaram hoje a ser pagos para investimentos que vão até à maturidade (10 anos). Para quem conte aplicar o seu dinheiro durante pelo menos 5 anos, as diferenças são igualmente muito significativas e compensará levantar e depositar novamente.

Entretanto, não se esqueça que os Certificados do Tesouro (como qualquer outra forma investimento) não são isentos de risco (o risco de falência do Estado é o mais preocupante) contudo, se já se decidiu a optar por esta forma de poupança, para quê receber um menor prémio por disponibilizar a sua poupança aos gestores da dívida pública?

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