Directório Europeu ou Federação de Estados?

” (…) Com a excepção da Grécia, ninguém prevaricou verdadeiramente face ao que em concílio fomos congeminando. Se há culpa de que os pequenos e médios países se podem recriminar é a de terem sido pouco ambiciosos, de não terem tido maior capacidade de antecipação e de intervenção. É certo que todos falharam nesse particular (ainda que alguns se façam de esquecidos), mas deveria ser quem anda de quando em vez com o chapéu emprestado para se abrigar da chuva que devia arrepiar caminho. Particularmente, nós que não largamos o guarda-chuva. Mas como? Em vez de se ocuparem de polir os sapatinhos dos grandes, deviam zunir-lhes nos ouvidos que isto não vai lá sem rede mosquiteira.
A Europa, no seio de muitos países, tem a prova do que lhe falta como União de Países: coesão. Coesão que não advindo da língua não pode deixar de vir da capacidade de gerir a sua diversidade em termos económicos, de gerir os seus interesses em termos políticos e de se auto-respeitar afirmando-se colectivamente como uma das maiores democracias do Mundo. (…)”

Rui Manuel Cerdeira Branco in  Federalismo Europeu: a outra forma de um Português votar para o Bundestag

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