Certificados de Aforro – Persistir no erro

Eis um excerto de um artigo de Nicolau Santos publicado recentemente no Expresso, sobre um tema bastas vezes analisado ao longo dos últimos anos no Economia & Finanças:

“Pina e os certificados de aforro
 
Carlos Pina, secretário de Estado do Tesouro, defende, em artigo de opinião publicado na semana passada no Expresso, a sua opção de reduzir a remuneração dos Certificados de Aforro (CA), Série B. Além de alguns comentários infelizes, como ligar os CA a Salazar e o investimento nos ditos aos ricos, Pina insiste na legalidade daquela alteração. Contudo, nem tudo o que é legal é ético ou justo. E se o Estado celebra um contrato a dez anos com os aforradores não deve, como é óbvio, alterar as condições a meio desse prazo e a seu favor. Foi isso que o Governo fez – e mal. Pina tenta em seguida provar que os CA são uma forma de financiamento do Estado mais onerosa do que os Bilhetes do Tesouro a três meses. Faz mal, de novo. Não se pode comparar um instrumento de médio prazo com um de curto prazo. A boa comparação é com as Obrigações do Tesouro a médio prazo. E aí a vantagem volta a ser dos CA. Em resumo, a razão que Pina tem é pouca e não vale nada perante o êxodo em massa dos aforradores dos CA.”

Nicolau Santos in Expresso.

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