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BPN a caminho da nacionalização, com toda a tranquilidade (act.)

Já aqui se haviam referido a 21 de Junho as dificuldades particulares por que vinha passando o Banco Português de Negócios: Insuficiência financeira no Banco Português de Negócios.

Nas últimas semanas além da dificuldades em encontrar capital fresco para reforçar o banco foram-se sucedendo as saídas de activos com uma corrida pouco noticiada de que foram alvo os balcões do BPN. Hoje encontra-se solução por via da nacionalização.  De caminho, o Governo e o Banco de Portugal actuam concertadamente de modo a que a banca nacional aumente os seus rácios de solvabilidade (Governo quer capitalizar a banca para impedir compras hostis). Mas… De onde vêm os 4 mil milhões de euros? E como funcionará mesmo o negócio? Aparentemente estamos perante uma nacionalização com direito de opção: quem conseguir cumprir as novas exigências de solvabilidade segue a vida como dantes, quem não tiver capital disponível para isso recorrerá ao Estado que, na prática, passa a deter uma parte do capital via acções preferênciais no valor do dinheiro que colocar nos bancos de modo a que estes cumpram com as novas regras.

Desde já os parabéns à imprensa especializada que abriu as redações mas cedo (habitualmente não há edição online ao Domingo) para noticiar o facto. Ficam aqui alguns exemplos particulares do Jornal de Negócios:

2 Comentários

  • Pingback:Adufe com ânimo | Pagar a tempo e horas

  • CarlosResponder

    A vergonha e a responsabilização, neste país não parce poder vingar, ao invés de outros mais maduros nesta matéria, com sociedades civis mais atentas.

    Não vamos repisar a ineficiência (uma vez mais) do regulador; a má gestão dos activos e as fraudes conhecidas, nem a inevitável nacionalização, quando tudo o demais falhou e que só poude ser levada a cabo porque os defensores do Estado minimalista, dentro e fora do governo, ainda não o conseguiram levar à prática. Senão tudo seria bem mais sombrio.

    O que mais importa é saber como proteger melhor o sistema destas situações e como não sacrificar mais os contribuintes e os depositantes, a quem todos os sacrifícios se pedem e pouco se lhes oferece, para cobrir as “burrices e alcavalas” de outros.

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