A economia na casa de banho

Os economistas são por vezes acusados de um certo alheamento da realidade, dada a sua apetência para discutir temas estratosfericos e irrelevantes como o PIB, a taxa de crescimento e a inflação. Há todavia um crescente número de estudiosos que se ocupa dos assuntos "realmente importantes" da economia doméstica e com influência na vida das pessoas.

É o caso dos estudos que se debruçam sobre o posicionamento do assento da sanita, causa crónica de conflitualidade no lar moderno. Há já três estudos dedicados ao assunto. Os dois primeiros concluem que deixar o assento da sanita  em cima minimiza o custo para as partes envolvidas (um casal), logo aceder à pretensão das mulheres e colocar o assento em baixo é ineficiente do ponto de vista económico.

O terceiro estudo, embora corroborando os resultados dos anteriores vai mais longe na sua análise ao incluir o custo social derivado de um possível desacordo entre as partes:

However, both papers fail to address an important concern: If a female finds the toilet seat in a wrong position then she will most probably yell at the male involved. This yelling inflicts a cost on the male. Based on this omission, women may argue that the analysis in these papers is suspect.

O estudo conclui que deixar o assento em baixo, apesar de ineficiente, é a situação de equilíbrio. Uma vitória para Elas?

Não necessariamente. As normas sociais são importantes no aumentar o bem-estar e tal como os autores sugerem, quando essas normas se encontram no caminho dos mesmos há fortes motivos para educar as massas sobre algumas destas normas.
Fica o meu modesto contributo à vossa consideração, caras leitoras do E&F.

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