Défice público oficial do 1º semestre atinge os 6,8% (objetivo anual 4,5%) – atual.

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O INE acabou de divulgar a informação relativa às Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional na qual se   informa que o défice público português, durante o 1º semestre de 2012, se fixou nos 6,8%. Recorde-se que a meta para este ano era de 4,5% tendo sido muito recentemente revista, com a troika, para os 5%. O défice no período homólogo havia sido de 8,2%.

O INE sinaliza também que á conta de uma quebra do consumo superior à queda do rendimento disponível a taxa de poupança das famílias aumentou (é agora de 10,9%), sublinhando igualmente que:

“(…) Os custos de trabalho por unidade produzida na economia acentuaram a sua redução em consequência sobretudo da diminuição da remuneração média por trabalhador que foi particularmente expressiva no setor das Administrações Públicas.”

Pode consultar aqui a informação completa sobre as Contas Nacionais Trimestrais por Setor Institucional relativas ao segundo trimestre de 2012

As famílias cortaram no consumo muito mais do que o corte que sofreram nos rendimentos. Como consequência, a taxa de poupança subiu juntando-se à própria austeridade enquanto factor de agravamento da recessão. A actividade económica retraiu-se mais do que esperado, a arrecadação fiscal foi muito inferior ao orçamentado e a despesa social cresceu por via do subsídio de desemprego e outras prestações relacionadas com a queda da actividade económica.

No final identifica-se um buraco maior do que o esperado. Parece ser esta uma interpetação pertinente das contas nacionais até junho de 2012.

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