IVA desce 4,76% (actualizado)






Então mas o IVA não desce só 1%?

Não, o IVA vai descer de 21% para 20%, ou seja, vai descer 1 ponto percentual. Ora se 21 pontos estão para 100, 1 ponto está para 4,76, logo o IVA desce 4,76%.

Não tem de agradecer senhor ministro, é estatística.

Nota adicional: a descida hoje anunciada não entrará em vigor a 1 de Abril, nem a 1 de Maio, nem a 1 de Junho mas a 1 de Julho de 2008.

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Comentários

13 Comentários sobre IVA desce 4,76% (actualizado)

  1. dani on Thu, 27th Mar 2008 10:11
  2. é bonito, mas mais interessante é que os preços só descem (se descessem!) 0,82%. esta é a conta que interessa…

  3. Rui Cerdeira Branco on Thu, 27th Mar 2008 10:23
  4. Nem mais, Dani, nem mais.

  5. Ana Santos on Thu, 27th Mar 2008 11:20
  6. Ora bem…para os mais espertos haveria de haver uma penalização para os que pretendem aumentar o seu valor de venda aproveitando a descida da taxa do IVA…talvez assim o consumidor ficasse protegido e usufruisse da redução fiscal.

    Ana Santos

  7. Doe, J on Thu, 27th Mar 2008 12:18
  8. “Ora bem…para os mais espertos”

    Também podia haver uma Lei que obrigasse a aumentar os preços de venda de cada vez que as gasolinas aumentam nas bombas… ou de cada vez que os Governantes inventam mais uma Taxa duplamente tributada com IVA … ou de cada vez que a ASAE vende mais um seminário a quem não tem gabinete jurídico que lhe decifre os famosos 800 Decretos-Lei… :)

    É que, na minha assumida ignorância, continuo convencido que o IVA nem sequer é um dos factores principais na formação dos preços de venda ao publico, mas aguardarei ansiosamente pela justificação do Ex mo. Sr. Secretário de Estado sobre a descida das milhentas Taxas estatais acrescidas de IVA não serem directamente repercutidas nos fregueses… digo … aos utentes ;)

  9. João Serra on Thu, 27th Mar 2008 18:00
  10. Será agora que acabam com a colecta mínima?

  11. Fábio on Thu, 27th Mar 2008 23:57
  12. Esta medida poderá não ter junto do consumidor final uma incidência tão relevante, ainda que, o estado venha a perder uma percentagem significativa das receitas, mas que com isso porventura até venha a estimular o consumo, o que por so só teria um efeito directo no PIB.

    Creio que as empresas serão as principais beneficiadas com a redução deste imposto, por um lado e partindo do principio que seja em larga escala, vão poder fazer despesa com um impacto fiscal manifestamente mais reduzido e benéfico para os resultados líquidos, e por outro, sabendo que certas áreas do comercio (assim de repente lembro-me logo do retalho) irão aproveitar-se do IVA para nivelarem os preços base dos produtos por razões que são evidentes.

    Destas duas realidades exequíveis (ou não) por parte das empresas, poderemos ter pontos positivos e negativos a considera:
    - Se as empresas mantiverem os preços base verificaremos um decréscimo nos preços ao consumidor final o que poderá levar ao consumo (entre os quais o do endividamento) e estimulará a receita publica em impostos (pelo maior consumo)e como já tinha referido também aumentará o PIB e a inflação manter-se-á com variações “pouco” significativas.
    - Se as empresas mantiverem aumentarem os preços base temos os impacto no aumento da inflação, no aumento directo de quota em impostos (uma vez que o imposto apesar de mais pequeno, vai incidir sobre um preço base um pouco mais elevado)o que é naturalmente bom para o estado pois minimiza o efeito da redução do imposto. O consumo privado mantem-se mas as empresas crescem pelo lado da redução de custos com despesa (em impostos) como nos nas margens de lucros (pelo aumento de preços), contribuindo positivamente para o PIB.

  13. carlos on Fri, 28th Mar 2008 10:42
  14. As análises são interessantes, mas como a conjuntura externa é uma batata, e por sinal bem grande, as contas valem o que valem. Além disso, não vivemos em autarcia económica, sendo uma das economias mais expostas ao exterior.

    Interessantes e significativos, quer para o consumidor quer para as empresas, seriam desagravamentos, em sede de IRS e/ou IRC.

  15. carlos on Fri, 28th Mar 2008 10:44
  16. As análises são interessantes, mas como a conjuntura externa é uma batata, e por sinal bem grande, assim, as contas valem o que valem. Além disso, não vivemos em autarcia económica, sendo uma das economias mais expostas ao exterior.

    Importantes e significativos, quer para o consumidor quer para as empresas, seriam desagravamentos, em sede de IRS e/ou IRC.

  17. Miguel on Fri, 28th Mar 2008 11:38
  18. Não é necessário chamar a atenção do ministro para a diferença entre 1p.p. e 1% . Ele sabe muito bem, é basico(Ele é douturado em economia pela Universidade da Carolina do Sul). Eu sei a diferença e só sou licencenciado em Biologia.
    A questão não é de conhecimentos que nem são de eststística mas de MATEMÀTICA o que não é a mesma coisa (Parece, mas não é, como p.p. e %).
    A qusetão é POLÍTICA ou de comunicação.
    O que diriam as pessoas se se anunciasse uma descida no IVA de 4,76% (o que até é mais que 1%) e depois fereficassem que o IVA só tinha passado de 21% para 20%?
    chamavam-lhe mentirosó o que não é verdade pelo menos para este caso.

  19. Rui Cerdeira Branco on Fri, 28th Mar 2008 11:45
  20. Estava a ser irónico Miguel ;-)

  21. Ana Santos on Fri, 28th Mar 2008 12:02
  22. “É que, na minha assumida ignorância, continuo convencido que o IVA nem sequer é um dos factores principais na formação dos preços de venda ao publico”

    E tens razão! O problema é que quem liquida IVA vai aproveitar a sua redução para manter o mesmo valor de factura a cobrar ao consumidor. Temos o exemplo e alguns ginásios…

  23. frugalpt on Sat, 29th Mar 2008 11:15
  24. A principal questão é se nós seremos capazes como consumidores individuais de fazer 2 coisas:

    - Poupar o que vamos gastar menos com a taxa do Iva

    - Penalizar quem não reprecutir o abaixamento nos preços praticados.

  25. Fábio on Sat, 29th Mar 2008 21:25
  26. como consumidores individuais para penalizar das duas uma ou boicotamos ou então denunciamos.

    no que conseguirmos poupar… em vez de continuar a consumir supérfluamete podemos fazer uma estimativa e depositar mensalmente numa continha a prazo juntamente com as entregas habituais…

    é uma forma de injectar liquidez nos bancos, aumentarmos o nosso património e resistir a crise financeira… no final temos todos a ganhar… ^_^

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