PIB per capita regista maior subida desde 2013

Segundo os dados divulgados pelo INE, o PIB per capita regista maior subida desde 2013 ao atingir os 79,2% da média comunitária em 2019. Este indicador é calculado utilizando dados expressos em Paridades de Poder de Compra que permitem uma comparação adequada entre vários países corrigindo para diferenças de custo de vida.

 

PIB per capita regista maior subida desde 2013

O valor registado em 2019 é o mais elevado desde 2010 e, como dissemos, a evolução entre 2018 e 2019 conduziu ao maior crescimento anual em seis anos, subindo de 78,3% para 79,2%.

Destaque-se ainda que dos 37 países analisados pelo Eurostat/INE, houve 23 países que viram este indicador degradar-se em 2019 e 14, incluindo Portugal, que viram o indicador melhorar entre 2018 e 2019.

Resumindo a análise aos 19 países da zona euro, o INE sublinha:

Entre os 19 estados membros que integram a zona Euro, Portugal ocupava em 2019 a 16ª posição, abaixo da Estónia (83,8), da Lituânia (83,5) e à frente da Eslováquia (68,2), Letónia (69,1) e Grécia (66,5).

Despesa de consumo individual per capita coloca Portugal numa melhor posição

Por outro lado, o indicador de despesa de consumo individual per capita (DCIpc), que, segundo o INE, constitui um indicador mais apropriado para refletir o bem-estar das famílias, também evoluiu favoravelmente, tendo-se ficado em 86,2% da média da União Europeia em 2019, valor superior em 1,1 pontos percentuais ao observado no ano anterior (85,1%). O INE destaque que no DCIpc “inclui-se, além das despesas de consumo final das famílias, as transferências sociais em espécie das Administrações Públicas para as famílias, de que são exemplo as comparticipações públicas no preço de medicamentos e outros produtos farmacêuticos.

A União Europeia continua a ser um território com forte dispersão nos registos destes indicadores, refletindo realidades económicas muito significativas. A este propósito, citando o INE:

“O Luxemburgo (260,1) apresenta o índice de volume mais elevado entre todos os 37 países incluídos nesta análise, mais de duas vezes e meia acima da média da UE27 e cerca de 5 vezes maior que o da Bulgária (53,0), o país da UE com o valor mais baixo.”

Ainda assim há sinais de que esse diferencial está a diminuir.

Em termos globais, saliente-se o crescimento significativo dos índices de volume do PIBpc da Roménia e do
Montenegro, o primeiro e o segundo mais elevados de todos os 37 países participantes na comparação (6,3% e 4.1%, respetivamente). Em sentido contrário, em 2019, os índices de volume do PIBpc da Noruega e da Turquia apresentaram as reduções mais significativas (-5,7% e -6,2%, respetivamente).

Por outro lado, considerando o DCIcp, o cenário e de muito maior hogeneidade.

Devido aos efeitos da redistribuição do rendimento, a dispersão da DCIpc é menor que a evidenciada pelo PIBpc. Efetivamente, o coeficiente de dispersão da DCIpc em PPC para os 37 países considerados no exercício foi inferior em cerca de 17 pontos percentuais ao do mesmo indicador para o PIBpc em 2019.

Para Portugal, o DCIcp revela também uma posição relativa melhor, ocupando a 13º posição entre os países da Zona Euro e não a 16º como sucede numa análise baseada no Pib per capita.

Fonte: Eurostat/INE

O INE alerta que com a saída do Reino Unido (UK) da União Europeia, os índices apresentados foram re-escalonados para UE27=100, por outro lado, tratam-se de dados que usam como base o sistema de contas de 2010.

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