Portugal cresce mais depressa do que a Europa – 2º Trimestre 2018

Portugal cresce mais depressa do que a Europa em termos de evolução do Produto Interno Bruto tanto quando a comparação de faz face ao trimestre anterior como quando se compara com o trimestre homólogo, ou seja, o crescimento entre o 2º trimestre de 2017 e o 2º trimestre de 2018.

 

Portugal cresce mais depressa

De facto, o PIB português cresceu 2,3% no segundo trimestre de 2018 face ao período homólogo (acelerando dos 2,1% registados no final do 1º trimestre) tendo a economia Europeia crescido 2,2%, valor idêntico estejamos a falar da Zona Euro (ZE) ou da totalidade da União Europeia (UE). Veja aqui os dados completos para os países que já divulgaram a informação, numa compilação do Eurostat. Note-se que a economia Europeia está a desacelerar significativamente.

Na variação em cadeia – aquela que comparar os dois últimos trimestres – o PIB português cresceu 0,5% (acelerando dos 0,4% anteriores) tendo a UE e a ZE crescido 0,4%.

Apesar destas boas notícias há alguma informação adicional relevante que oferece sinais contraditórios. Desde logo, o facto de continuarmos a crescer mais devagar do que o nosso principal parceiro comercial: a Espanha. Na realidade, a Espanha continua a crescer a um ritmo claramente superior a Portugal, algo que sucede há vários anos: cresceu 2,7% em termos anuais e 0,6% em cadeia.

Já se a comparação se fizer com a Alemanha, o situação inverte-se pois a economia Alemã encontra-se a desacelerar, tendo crescido apenas 1,9% em termos homólogos (0,5% em cadeia). A economia Francesa bem como a Italiana estão também um rápida desaceleração.

 

O que justifica o crescimento do PIB?

Segundo o INE, o crescimento e respetiva aceleração no 2º trimestre de 2018 em termos homólogos centraram-se na procura interna tendo o investimento chegado a desacelerar.

PIB
Fonte: INE

Eis as palavras exatas do INE:

“A procura interna registou um contributo mais positivo, em resultado da aceleração do consumo privado, enquanto o Investimento apresentou um crescimento menos acentuado, determinado em larga medida pela diminuição da Formação Bruta de Capital Fixo em Material Transporte, refletindo o efeito base da forte aceleração verificada no 2º trimestre de 2017.

A procura externa líquida apresentou um contributo negativo idêntico ao observado no trimestre anterior. “

 

O INE irá divulgar informação mais detalhada e completa no final do mês de agosto. Na altura será possível perceber um pouco melhor o que se está a passar co ma economia portuguesa.

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