Balança Comercial melhor nos primeiros cinco meses de 2016 face a 2015

Saldo da balança comercial volta a melhorar

As exportações continuaram a registar uma quebra marginal mas a verdade é que o saldo da balança comercial volta a melhorar em maio de 2016 em virtude de uma quebra mais expressiva das importações. Como consequência, no acumulado do ano, temos um saldo da balança comercial melhor nos primeiros cinco meses de 2016 face a 2015, algo que ainda não sucedia quando considerados apenas os primeiros quatro meses do ano.

Segundo o INE as exportações diminuíram 0,7% em maio (-2,5% em abril) enquanto as importações caíram 3,6% em maio (-7,3% em abril) isto quanto comparado com igual mês do ano anterior, ou seja, em variações homólogas.

 

Saldo da balança comercial volta a melhorar

A consequência de uma queda mais intensa da importações face às exportações é a de que o saldo da balança comercial de bens melhorou em  €164 milhões face a maio de 2015. Este é já o segundo mês consecutivo de melhoria do saldo da balança comercial. Depois de nos primeiros três meses de 2016 se terem registado degradação sucessivas da balança comercial, a recuperação registado em abril e maio é já suficiente para mais do que compensar o registo homólogo negativo acumulado do primeiro trimestre em € 51 milhões de euros.

 

Sem combustíveis a situação seria pior

Não tendo Portugal jazidas em exploração em território nacional e sendo um grande consumidor de combustíveis refinados, a verdade é que tem também capacidade instalada muito significativa de refinação importando matérias primas e exportando refinados de petróleo. Entre a diferença e as oscilações de volumes importados e exportados, a variação dos preços diferenciada entre importações e exportações, o saldo da balança de combustíveis contribui hoje para melhorar o registo global da balança comercial portuguesa. É por isso que se considerarmos a balança comercial sem combustíveis se verifica que esta teria um comportamento menos favorável.

Segundo o INE, se ignorássemos os combustíveis, a balança comercial ter-se-ia degrado (e não melhorado) em €213 milhões.

 

O que se está a importar e exportar mais

Quanto à análise qualitativa sobre as exportações e importações, o INE destaca:

Em maio de 2016, tanto nas exportações como nas importações destaca-se claramente a redução dos Combustíveis e lubrificantes (-32,9% e -52,9% respetivamente) face a maio de 2015. Em sentido contrário, evidenciase o aumento das exportações de Máquinas e outros bens de capital (+9,8%) e das importações de Material de transporte e acessórios (+12,3%) e de Bens de consumo (+12,8%).

Sublinhamos que, apesar da significativa quebra de vendas para o exterior de automóveis de passageiros fabricados em Portugal, os restantes veículos de transporte e as peças para veículos têm registado incrementos expressivos compensando integralmente a queda dos primeiros, no mês de maio de 2016.

 

Destino das exportações e das importações

Quanto aos destino do comércio de bens volta a verificar-se o já registado em meses anteriores: a redução da atividade comercial (importações e exportações) para países extra-comunitários (com Angola a liderar a quebras: -42,5% nas exportações e -99,7% nas importações) e um crescimento moderado das trocas comerciais com os países da União Europeia.

Em maio as exportações para os países da União Europeia aumentaram 2,7% enquanto as importações aumentaram 2,5%, em termos homólogos o que difere significativamente da evolução global considerando a totalidade das trocas com todos os nossos parceiros intra e extra-comunitários.

 

Saldo da balança comercial volta a melhorar

Saldo da balança comercial volta a melhorar – Reino Unido
Fonte: INE

A saída do Reino Unido da União Europeia e as consequências para a balança comercial portuguesa

Não vamos neste artigo alongar-nos sobre este tema mas não terminamos sem recomendar vivamente a leitura do destaque especial que o INE preparou sobre as relações comerciais ao nível da troca de bens entre Portugal e o Reino Unido. Um punhado de páginas que encerram o destaque sobre as Estatísticas do Comércio Internacional e que justificam a leitura. Destacamos apenas este número: Portugal vende mais do que compra ao Reino Unido num diferencial que em 2015 atingiu os €1,5 mil milhões.

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