Portugal paga mais juros e paga menos juros pela emissão de dívida pública

Portugal paga mais juros e paga menos juros pela emissão de dívida pública.

Portugal paga menos juros pela emissão de dívida a 22 anos.

Portugal paga mais  juros pela emissão de dívida a 10 anos.

Portugal paga juros inferiores aos praticados no mercado secundário pelas emissões a 10 e a 22 anos que realizou hoje.

Todas as três frase anteriores são verdadeiras e indiciam, no seu conjunto, que o mercado da dívida pública portuguesa está a funcionar normalmente sem qualquer sobressalto.

A realidade é que o IGCP conseguiu colocar €1.300 milhões de euros no mercado em duas emissões distintas.

A de maior volume foi de €950 milhões fez-se numa emissão de obrigações do tesouro a 10 anos tendo sido colocada a 2,4% (que compara com 2,04% em fevereiro). A segunda, envolveu pedir um empréstimo a 22 anos, igualmente em obrigações do tesouro tendo o IGCP colocado a emissão à taxa de 3,23% um valor mais baixo do que o obtido em julho numa emissão similar (3,53%).

Em ambos os casos as taxas a que se assumiu o compromisso com os investidores foram inferiores às que a dívida pública de igual maturidade está a ser negociada no mercado secundário. Por outro lado, o número de investidores interessados em adquirir dívida portuguesa aumentou face às colocações anteriores, denotando mais uma vez por esta via que a dívida pública portuguesa é atrativa e tem profundidade de procura.

Os comentários mais exacerbados sobre as consequências da instabilidade política parecem ter sido manifestamente exagerados e precipitados. Sendo provável que haja análise sobre os vários hipotéticos cenários de evolução política em Portugal, os investidores permanecem calmos e expectantes não sendo provável que as oscilações nos vários mercados financeiros relativas a títulos expostos à economia portuguesa tenha, para já, qualquer relação significativa com o estudo dos referidos cenários.

Note-se que o líder no Partido Socialista prestou declarações públicas nos últimos dois dias à Reuters e ao Finantial Times reafirmando o respeito pelos compromissos orçamentais estabelecidos no seio da Zona Euro caso venha eventualmente a liderar um futuro governo com suporte em partidos de esquerda.

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