Atividade turística próxima da estagnação com proveitos a resistirem

Pela segunda vez no corrente ano, a taxa de variação homóloga das dormidas aproxima-se do nulo confirmando a desaceleração que a atividade turística tem vindo a registar depois de um período relativamente longo de registo de recordes de crescimento. Segundo informa o Instituto Nacional de Estatística a hotelaria registou 7,2 milhões de dormidas em agosto de 2015, crescendo assim 2,5% de crescimento homólogo de 2,5% (6,7% em julho (+6,7%).

Quanto às dormidas o INE sinaliza que, apesar de ter ocorrido desaceleração tanto no mercado interno quanto externo, foi essencialmente entre os residentes que a situação mais se degradou tendo as dormidas passado de um crescimento de 7,1% em julho para 0,6% em agosto. A desaceleração entre os não residentes ficou a dever-se à forte contração da procura por parte de visitantes oriundos do Brasil que no mês de agosto registaram uma variação negativa de -10,9%, muito inferior à média desta mesmo origem no conjunto dos primeiros oito meses do ano (+3,9%). O arrefecimento da procura oriunda de França, Bélgica, EUA,, Itália e Espanha também desempenharam um papel importante para esta evolução mais recente.

Pela positiva, o INE destaca que a desaceleração ao nível dos proveitos foi muito menos significativa tendo-se registado taxas de crescimento acima dos dois dígitos: “Registaram-se acréscimos de 10,0% nos proveitos totais e de 10,8% nos de aposento, aquém do observado em julho (+12,9% e +15,3%).

O rendimento médio por quarto disponível aumentou em todas as regiões face a igual período do ano anterior.

 
 
Atividade turística próxima da estagnação

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