Indicadores Sociais 2012 – o mais completo retrato do país

Como habitualmente, quase em jeito de prenda natalícia o Instituto Nacional de Estatística (INE) faz publicar mais uma edição anual (a 14ª) dos “Indicadores Sociais”, desta feita contendo informação que permite retratar o país com informação de final de 2011.

 

Indicadores Sociais 2012

Segundo o INE a “publicação Indicadores Sociais contém uma compilação dos resultados estatísticos relativos às principais variáveis de carácter social, ou com relevância para o estudo das evoluções observadas nesta área. São onze os capítulos temáticos que se disponibilizam, apresentando-se para cada um deles os respetivos indicadores e gráficos, antecedidos de um texto síntese.
Sempre que disponíveis, apresenta comparações internacionais, nomeadamente com os outros Estados-membros da União Europeia (UE27).

De facto, em pouco mais de 200 páginas editadas em landscape e com uma disposição e conjunto de opções gráficas que faz lembrar uma coleção de slides de uma apresentação em diapositivos ou powerpoint, o INE divulga informação sobre múltiplas facetas da realidade económica, social, demográfica em 11 capítulos que bem podiam ser ministérios de um governo. Esta publicação compila dados divulgados parcelarmente e de forma menos integrada em publicações anteriores do INE permitindo ao leitor/analista uma visão de conjunto mais facilitada. Se espera algum tipo de análise por parte do INE, nesse caso avisamo-lo desde já que não encontrará mais do que uma coleção de dados estatísticos, esta é, a opção política da instituição.

Também como vem sendo habitual, toda a informação estatística disponibilizada nos “Indicadores Sociais 2012” está disponível gratuitamente no sítio do INE sob o formato digital que facilita o tratamento em folhas de cálculo. Além de fazer publicar a publicação principal o INE efetuou a sua promoção apresentando um pequeno resumo de 11 páginas sobre os “Indicadores Sociais”.

Eis alguns destaques:

“(…) Em Portugal, existe cada vez maior esperança média de vida à nascença. Nascem e morrem menos pessoas. Casa-se cada vez menos e mais tarde. As famílias têm cada vez menos filhos.

Em 2011, os casos de SIDA diagnosticados nesse ano e os óbitos por VIH diminuíram. Por outro lado, aumentaram as mortes por cancro.
O abandono precoce de educação e formação manteve a trajetória de redução e registaram-se mais pessoas inscritas no ensino superior.
Cada vez maior número de famílias tem acesso em casa a computador, à Internet e à banda larga.
Houve menos dormidas na hotelaria e menos viagens ao estrangeiro, por razões de lazer ou férias.
As autoridades policiais registaram menos crimes.
O PIB por habitante decresceu, em termos reais; o Consumo Final da Famílias e o montante dos empréstimos para compra de habitação, também diminuíram.  (…)”

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