Depósitos a prazo convencionais superam contas poupança para emigrantes?

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A fazer fé numa peça de hoje do Diário Económico (ver “Aplicações para emigrantes não compensam“), a resposta é claramente positiva. Parece que há bancos que ainda apostam na particular ignorância financeira de quem está emigrado. Eis um excerto:

“(…) A maioria dos restantes bancos nacionais também disponibiliza soluções de poupança específicas para emigrantes. Contudo, a partir da análise da oferta das cinco maiores instituições financeiras lusas, é possível comprovar que no caso das contas poupança emigrante as remunerações oferecidas não compensam. Em termos brutos, a taxa de juro oferecida ronda os 0,5% ao ano. Na prática, isto significa que quem aplicar dinheiro nestes produtos vai perder dinheiro, tendo em conta a taxa de inflação. Recorde-se que para 2012, o Banco de Portugal prevê uma inflação de 3,2%. (…)”

Quem tem por hábito acompanhar a nossa base de dados de depósitos a prazo, saberá facilmente quão absurdamente reduzida é a taxa de juro referida na peça citada.

Entretanto, o mesmo jornal (ver “Remessas dos emigrantes voltam a subir para níveis de há dez anos“) dá nota de que as remessas de emigrantes aumentaram mais de 17% nos primeiros quatro meses do ano, segundo dados do Banco de Portugal. Justificações? Há-as para quase todos os gostos, mas uma incontornável deverá ser a saída muito significativa de portugueses em idade ativa rumo ao estrangeiro que já estará a ocorrer há vários anos. Mesmo que o atual “novo” emigrante envie, por regra, menos remessas para o país de origem, muitos emigrantes mesmo que enviar menos per capita podem explicar o aumento das remessas. Vejamos se este afluxo muito positivo e necessário na atual conjuntura económica, tem sequência ao longo do ano.

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