Stress Tests: se ao menos tivesse havido um martir inesperado…

Porque é que os stress tests não foram credíveis? Porque “Já Lothar Mentel, CEO do Octopus Investment, disse que basta que “se tivéssemos pelo menos um banco que os mercados não esperassem realmente não esperassem, a falhar os testes, isso teria dado credibilidade aos testes”” lê-se aqui.

No mesmo artigo usam-se os dados revelados pelos testes para se poder dizer que se o limiar de passagem tivesses sido de uma Tier 1 de 7% em vez de 6%, teriam sido 24 os bancos a falhar – ou seja, a transparência dos dados permite que cada um afira quantos e quem chumbaria de acordo com o grau de exigência que cada um quiser, mas ao mesmo tempo consideram-se os testes como pouco credíveis porque não traçaram um cenário mais negro do que o perspectivado pelos analistas, em bom rigor, terão traçado um cenário mais optimista.

Ora isto é um enviesamento de partida e um cenário de impossibilidade de credibilização fosse do que fosse. O cumulo é esta mensagem explícita: se ao menos tivessem arranjado um bancozinho inesperado a falhar os testes, pelo menos um, a malta até acreditava… Está bom de ver o que se andaria a dizer hoje se tal cenário tivesse sido real.

Como já disse… Se quem fez os testes poderia ter ido mais longe fica evidente que mais longe não teria sido longe o suficiente. There is a war.

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