Mortos superam nascimentos: população cresce à custa dos imigrantes (act.)

O INE acaba de divulgar as estimativas para a população residente relativas a 2009, dando informação com o detalhe máximo ao nível concelhio. Esta a informação mais desagragada fornecida no período intercensitário que, recorde-se terminarã com o próximo censos a realizar daqui a menos de um ano. Segundoa estimativa agora divulgada o saldo entre mortes e nascimentos foi negativo em cerca de 5 mil individuos.

A população residente terá crescido marginalmente cerca de 10 mil individuos fixando-se nos 10 637 713, à conta de um reforço da imigração, mas note-se que  os dados sobre migrações são significativamente menos fiáveis do que os relativos a nascimentos e mortos pelo que não é sequer seguro que a população tenha de facto aumentado.

Presentemente a incerteza quanto aos dados migratórios advem não só do afluxo eventual de imigrantes (incuindo os ilegais) como também a dificuldade em estimar quantos portugueses mudam de residência para outro país, em particular se tiverem como destino um país da União Europeia. Crê-se que sejam também significativos e correntes os fenómenos de realização de contratos de tranalho temporários no estrangeiro que poderão criar situações de residência pendular dificeis de discriminar como emigração de facto ou não.

Se tem curiosidade em conhecer informação sobre a população no seu concelho, não deixe de consultar os dados do INE aqui disponibilizados.

Adenda: Além da contagem de residentes por NUTS, Distritos e Concelhos, as estimativas do INE apuram também alguns indicadores relativos a idade e consequentemente destacam o grau de dependência e o índice de envelhecimento. Notem que em alguns, vários concelhos, o número de idosos é mais de seis vezes superior aos dos jovens. Num dos concelhos que observámos (Penamacor) há, em média, 29 crianças em cada ano de idade dos 0 aos 14 anos. Mal vence uma escola para todo o concelho.

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