Previsão do estado do tempo

Esta de misturar os malefícios do “nebuloso terceiro sector” com um ataque ao capitalismo e ao neoliberalismo é uma estreia para mim. Vai de charrua, tudo a eito. É que não lembra ao diabo, cruzes canhoto.

Rui Manuel Cerdeira Branco

2 comentários sobre “Previsão do estado do tempo

  1. Caro Rui Cerdeira Branco,

    Em primeiro lugar, deixe-me que lhe diga que o meu artigo não é, em si, um ataque ao capitalismo. Onde é que ficou com essa ideia? Eu até tenho escrito sobre as diferentes configurações do capitalismo no Ladrões. O capitalismo está longe de ser monolítico espacial e temporalmente como todos sabemos. Por isso é que uso o termo neoliberalismo. O que não quer dizer que eu não seja socialista (adepto de economia mista repare, socialismo de mercado…), mas essa é outra discussão. Assim se vai criticar o artigo tem de criticar o que lá está escrito.
    E o que lá está escrito, demasiado rapidamente reconheço, é que o terceiro sector é “nebuloso”. Não falo de malefícios. Devia ter desenvolvido este ponto. E hei-de escrever sobre ele. Há aqui algumas coisas recomendáveis outras nem tanto. Mas falta escrutínio. Os seus contornos e objectivos não estão muito bem clarificados. Mas o que se chama convencionalmente o terceiro sector, organizações sem fins lucrativos, está a ser usado nas transformações em curso na provisão pública. Usado é mesmo a expressão. Se ler o artigo do FT que eu cito verá aliás que nem sequer se fala muito neste sector (embora os dados apresentados o incluam). Só os negócios contam. É essa limpidez que eu aprecio no FT.

    Saudações
    João

  2. Viva.
    Talvez teha percebido mal o “tom” do texto mas particularmente na parte final pareceu-me ler uma crítica forte ao capitalismo que, aliás, não me parece nada descabida face ao que eu próprio penso.
    A mistura da nebulosidade do terceiro sector com a obscuridade das parcerias publico-privado, para dar um exemplo próximo em termos da adjectivação que o João usou, é que julgo que merece mesmo escrutínio. São “negócios” que devem justificar a recusa de uma crítica unificada desde logo porque o móbil parece-me bastante diferente.

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