Fundo de Fundos para a Internacionalização

O Decreto-Lei n.º 68/2018 cria o Fundo de Fundos para a Internacionalização que tem por “objetivo a realização de operações de participação no capital de outros fundos, em regime de coinvestimento, com vista à promoção da internacionalização da economia portuguesa” que terá como entidade gestora o banco público de investimento IFD – Instituição Financeira de Desenvolvimento que … Ler mais

Linha da Beira Baixa completa em 2018

O comboio vai regressar à cidade da Guarda através de uma ligação à linha da Beira Baixa em finais de 2018. Além de se reestabelecer o troço de linha entre a Covilhã é a Guarda, o caderno de encargos da obra a iniciar-se em 2017 deverá ainda incluir uma ligação adicional à linha da Beira Alta (e … Ler mais

O estado empreendedor e o seu papel de motor mal amado da inovação

Recebemos recentemente uma sugestão de leitura de um artigo de agosto do corrente ano de Martin Wolf publicado no seu espaço habitual no Financial Time: “A much-maligned engine of innovation“. Trata-se de uma crónica onde discorre sobre um livro recente (The Entrepreneurial State: Debunking Public vs Private Sector Myths, de Mariana Mazzucato, Anthem Press) que defende … Ler mais

Parque Escolar: a vergonha dos media e do Ministro da Educação

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É simplesmente inaceitável o discurso que pudemos ler e ver replicado sobre o comportamento da Parque Escolar difundido pelo Ministro da Educação e reproduzido acriticamente pela imprensa. Esta última tem a atenuante (ou será agravante?) de não ter tido acesso ao relatório da Inspeção Geral de Finanças em que o Ministro teria fundado a sua opinião. Aquilo que era um desvio de mais de 400% face a uma estimativa inicial não encontra qualquer fundamento do relatório da IGF, relatório esse cujo acesso só agora, depois de veiculadas as notícias bombásticas, se tornou disponível para consulta. Resta ao leitor (aos que podem, pelo menos) ir à fonte, confirmar os factos (o blogue Educar disponibiliza as conclusões do Relatório da IGF à Parque Escolar aqui) e formar a sua opinião. Neste caso, terá que ler o relatório da Inspeção Geral de Finanças e ficar pasmado com o que teria sido mais um “desvio colossal” que afinal não o foi.

O ex-jornalista e político do BE, Daniel Oliveira, fez mais pelo país e pela honestidade do que o ministro e dezenas de jornalistas juntos. Não tenho qualquer simpatia particular pelo BE, ou sequer pelo anterior governo, mas gosto de ter a sensação de que não estou a ser enganado e sistematicamente tomado por parvo. Assim sendo foi confirmar os factos e por isso tomo a liberdade de recomendar o artigo de opinião de Daniel Oliveira no Expresso (“A mentira de Nuno Crato sobre a auditoria à Parque Escolar“) de que aqui reproduzimos um generoso excerto que não dispensa de todo a leitura integral (até pelas justas críticas aos ajustes diretos que por lá concretiza):

” (…) E vale a pena ler as 145 páginas deste documento (mas quem não queira pode ficar pelas conclusões), que não só está muito longe de ser demolidor, como até reserva à Parque Escolar mais elogios do que criticas, sobretudo em matéria de contenção de despesas. Eu, que não tenho a fé de muitos na seriedade intelectual de Nuno Crato, dei-me a esse trabalho. O desvio explica-se, antes de mais, com a alteração da escolaridade obrigatória, em 2009, que obrigou a um aumento da área média de construção por escola em 61%, já que a média de alunos previstos por escola passou de 800 para 1.230 alunos, um aumento de 52% em relação ao que se esperava em 2008. E esta é a principal razão apontada pelo relatório para o desvio financeiro a que se assistiu.

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