Custo médio por hora trabalhada em Portugal é cerca de um terço do pago na Alemanha

Entre 2008 e 2013 os custo médios por hora trabalhada na economia portuguesa (exceto agricultura e administração pública) diminuiriam 5,1% passando de €12,2 por hora em 2008 para €11,6 por hora em 2013. Estes valores comaparam com €25,5 e €28,2, respetivamente, na Zona Euro (ZE) a 18 países.

Na Alemanha o custo médio por hora trabalhada aumentou 12,2% no mesmo período (10,4% no média da ZE a 18). Em 2013, o custo médio por hora trabalhada em Portugal correspondia a 37% do que era pago na Alemanha quando em 2008 correspondia a 44%.

Para os custos do trabalho medidos e divulgados pelo Eurostat contam a componente salarial, mas também a não salarial onde se incluem as contribuições sociais (TSU). O peso médio das contribuições sociais era, na ZE a 18, de 25,9% em 2013. Em Portugal esse valor era claramente inferior a esta média: 19,3%.

Por setor de atividade sublinhamos que é na Indústria que os custo médio do trabalho em Portugal são mais baixos face à média da ZE a 18. De facto, o custo médio na indústria portuguesa e de €10,1/hora o que é menos de um terço da média: €30,8/hora (€36,5/hora na Alemanha). Nos serviços é onde a disparidade é menor dado que, em 203, o custo médio por hora paga nos serviços era de 45% da média da Zona Euro.

Portugal tem hoje um dos custos médio por hora trabalhados mais baixos da Zona Euro.

Mais dados em inglês no Eurostat.
 

Custo por hora trabalhada sobe 3,6% na Zona Euro e cai 0,8% em Portugal – 2º trimestre 2011

Na Zona Euro e durante o 2º trimestre de 2011, apenas na Grécia (-3,7%), Irlanda (-3,5%) e Portugal (-0,8%) se registaram quedas no custo por hora trabalhada, tendo a média sido de +3,6%. Em termos práticos, observando a competitividade do trabalho apenas por este singelo indicador, poderemos suspeitar que estamos a ganhar competitividade pela redução do preço.

Para determinar o custo global do trabalho são relevantes os salários e os custos não salariais com o emprego (inclui-se aqui a TSU paga pelo patronato).  Dividindo esse valor pelo número de horas trabalhadas na economia obtem-se o referido custo por hora trabalhada.

Note-se que no caso Português a componente salarial caiu 1% enquanto a não salarial diminuiu 0,1% no período referido. Em termos sectoriais a queda foi mais intensa nos Serviços e, em menor grau, na Indústria. Na Construção registou-se uma subida do custo por hora. Na Alemanha o custo por hora trabalhada subiu 4,8% no mesmo período.

Nesta equação não entra o produto ou valor acrescentado obtido pelo trabalho realizado e, como tal, não se pode inferir nada de concreto sobre a produtividade.

Pode consultar a nota informativa do Eurostat clicando aqui (em inglês).