Custo do trabalho em Portugal afasta-se a ritmo acelerado (em queda) do registado na Zona Euro

Segundo o Eurostat o custo nominal do trabalho ajustado de dias úteis aumentou 0,8% em Portugal contra um aumento de 2,7% na zona euro. Apenas a Irlanda registou um valor inferior (-1,1%) – não há dados para a Grécia. Este indicador é uma das medidas de competitividade habitualmente usadas para realizar comparações internacionais. Em termos relativos, a hora de … Ler mais

Custo por hora trabalhada sobe 3,6% na Zona Euro e cai 0,8% em Portugal – 2º trimestre 2011

Na Zona Euro e durante o 2º trimestre de 2011, apenas na Grécia (-3,7%), Irlanda (-3,5%) e Portugal (-0,8%) se registaram quedas no custo por hora trabalhada, tendo a média sido de +3,6%. Em termos práticos, observando a competitividade do trabalho apenas por este singelo indicador, poderemos suspeitar que estamos a ganhar competitividade pela redução … Ler mais

Custo por hora de trabalho já está em queda em Portugal| 3º Trimestre de 2010

Os dados são do Eurostat e atestam que o custo nominal por hora trabalhado caiu, em Portugal e em termos homólogos (3º trimestre de 2010), 0,3% ficando consideravelmente abaixo da média da zona euro que se fixou em +0,8% ou da União Europeia que se fixou em +1,2%. O eurostat sublinha que a variação homóloga para … Ler mais

Do suicídio ao aumento do salário mínimo

Numa altura em que algumas vozes críticas dos acordos de comércio internacional ganham mais ânimo com os balanços sobre a actual situação económica na União Europeia que levam analistas insuspeitos a considerar que o dumping social dos países emergentes tem sido excessivamente explorado pelas empresas industriais transnacionais que se têm deslocalizado da Europa para essas paragens, com dano para a perda de emprego e riqueza do primeiro mundo, surgem também sinais de concretização paulatina de uma outra realidade advogada por alguns dos defensores da globalização: num mundo global haverá também uma tendência para uma harmonização ao nível do trabalho e do seu custo. A tese é que aos poucos os direitos e liberdades existentes no mundo ocidental alastrarão também para outros espaços económicos.

Na Europa, pelo menos em alguns países chave como a Alemanha, as estatísticas indicam que os custos com o trabalho têm vindo a cair, ou seja, a harmonização parece estar a fazer-se pela negativa, aproximamo-nos da situação dos países emergentes. Mas esta não é toda a história. A pressão social interna na China (veja-se o caso dos suicídios na Foxconn e as greves a ameaças de greve que parecem atingir uma dimensão pouco divulgada) bem como a pressão por parte dos clientes (ainda muito concentrados no mundo ocidental e junto das elites e classes médias emergentes e socialmente mais conscientes e exigentes) pode levar e está a levar a uma progressiva transferência crescente da riqueza gerada em países como a China para os seus trabalhadores em muitos caso ainda semi-escravizados.

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