Como o FMI acha que devemos gerir a nossa economia – versão MAIO 2015

Podem consultar aqui a versão mais recente de como o FMI acha que devemos gerir a nossa economia (pdf em inglês). Trata-se do “FIRST POST-PROGRAM MONITORING DISCUSSIONS—STAFF REPORT; PRESS RELEASE; AND STATEMENT BY EXECUTIVE DIRECTOR“. São 66 páginas exclusivamente dedicadas a Portugal, no pós-troika.

Há recomendações para várias áreas e medidas muito concretas de política económica. Das mais inovadoras às mais recorrentes. A linha global é conservadora, pouco crente no papel do Estado e assente em preceitos ideológica e economicamente debatíveis. Ainda assim o FMI não vai a votos em outubro mas é um dos nosso principais credores. A ler com atenção por quem tiver de lidar politica e financeiramente com o FMI. Do público ao privado.

Eis alguns tópicos:

  • Beneficiários da CGA deverão pagar mais TSU;
  • Congelamento das reformas antecipadas;
  • Manter o congelamento ou limitar fortemente as progressões, promoções e salários na função pública;
  • Congelar as pensões;
  • Redução do efetivo dos funcionários do Estado (visando em especial a educação);
  • Criação de entidade para gerir e reestruturar a dívida privada;
  • Alterar a fórmula de calculo das pensões da CGA; 
  • Apoio a descidas da TSU das empresas e à sua capitalização;
  • Subsídio de desemprego ao fim de menos tempo de contribuições mas durante um período mais pequeno.

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5 Comentários

  • Manuel Gomes AlexandreResponder

    O F..M..I. é a mais perversa instituição especuladora do mundo. ao serviço dos esclavagistas dos tempos actuais, que não deve ser ouvida,mas denunciados os seus crimes sócio – económicos e politicos, bem como os seus mercenários bem pagos.

  • gabrieleResponder

    a unica soluzion aumentar a reformas para u 75 anos melhor asi u jovan vanu trabalhar para u cimiterio

  • Manuel Gomes AlexandreResponder

    O F.M.I. é o mais absurdo e aberrante representante dos conceitos de Economia,POLÍTICA E CIVILIZAÇÃO

  • GFDResponder

    O FMI é apenas gerido de fora e por bancos que não passam de agencias de investimento americanos e que têm em vista unicamente e só o lucro, estão-se pouco importando se um país irá receber os empréstimos para o seu desenvolvimento, até porque a maior parte dos tranches dos empréstimos ficam em mãos alheias e nem tão pouco são investidos para o crescimento e desenvolvimento do país.
    O que é que acham que Paulo Portas foi fazer a semana passada aos EUA?

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