Proposta: E se durante metade do ano os fins-de-semana tivessem três dias?

Para ter ideias basta ser idiota e nós por cá não desistimos de honrar o epíteto supostamente exclusivo do ser humano. No meio da confusão e guerrilha que vamos assistindo em torno do tempo de trabalho versus períodos de descanso/feriados ocorreu-nos levar a reforma por outro caminho procurando encontrar uma solução alternativa que permitisse potenciar o tempo de trabalho (e aumentá-lo em termos líquidos durante o ano) e, ao mesmo tempo, oferecer condições de vida que talvez sejam mais prazenteiras para o trabalhador. Enfim, haverá gostos para tudo, mas eis a nossa proposta (ou o seu esboço) e os respectivos pontos de partida. No final garantimos ter o equivalente a pelo menos mais 4 dias de trabalho por ano e, desconfiamos, uma arrumação do tempo de trabalho mais geradora de produtividade e um tempo de descanso de maior qualidade. Vejamos então:

  • Admitamos um trabalhador de serviços como referência e assumamos que trabalha 7 horas diárias (o número exato pode variar e ajustar-se de acordo com o que a seguir se dirá). Admitamos ainda que num ano de 365 há 104 dias de descanso (52 semanas com dois dias de descanso semanal).
  • No cenário atual há, em média, 8 dias úteis que são convertidos em feríados por ano (há ligeiras variações de ano para ano).
  • Não relevaremos aqui as pontes. Admite-se ainda que é comum um período de férias que, em média, rondará os 25 dias por ano (haverá quem só tem 22 e quem terá 28 ou mesmo um pouco mais).
  • Retendo os 104 dias de fins-de-semana, os 8 feriados em dias úteis e os 25 dias de férias, temos um total final de dias de trabalho de 228 dias o que, a 7horas/dia dá 1596 horas de trabalho por ano. O objectivo no final será trabalharmos pelo menos mais quatro dias (correspondendo aos 4 feriados que se querem eliminar), ou seja, mais 28 horas do que hoje.

Qual é então a proposta?

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