“Linkar” ainda mete medo a alguns jornais?

Uma das muitas características que distingue um blogue comum de alguns órgãos de comunicação é que o primeiro, mesmo tendo que fazer pela vida de modo a não ser fonte de custos para os seus autores, e, portanto, podendo ter algumas preocupações comerciais,  geralmente atribui um valor informativo intrínseco à disponibilização aos leitores da ligação via hiperlink à fonte primária da informação ou ao fenómeno alvo de notícia, suficientemente elevado (para fidelizar os seus leitores e para a qualidade daquilo que oferece) que supera o valor comercial que se pode atribuir à compra de um link, elo ou ligação. Linkar uma instituição, serviço ou afim não é estar a embaretecera indústria dos links comprados, deve ser estar a enriquecer o conteúdo noticiado. Fala-vos um leigo, naturalmente.

Ninguém por aqui teme linkar, e felizmente, já lá vai o tempo em que transformar um endereço da internet num pedaço de texto que, se clicado, reencaminharia o leitor para a correspondente morada. Aos poucos esta característica distintiva dos blogues foi-se diluindo, certamente à medida que o online foi ganhando peso relativo na própria estrutura do media tradicionais profissionais, mas é ainda comum ver endereços web no meio de notícias de jornais nacionais nas suas versões online que não permitem o simples clique e redireccionamento.

O artigo seguinte que abordará o serviço de vendas de bens penhorados do Estado português deparou precisamente com um caso desses. Aparentmente, no Diário Económico há ainda obstáculos que dificultam que um endereço como http://www.e-financas.gov.pt/vendas/ possa ser incorporado na notícia como http://www.e-financas.gov.pt/vendas/ .

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