Aulas à Distância Retomam a 14 de abril

Escola

Para o 3º período as aulas à distância retomam a 14 de abril, respeitando o calendário escolar do ano letivo 2019/2020.

Estas aulas abrangerão todo o ensino básico, do 1º ao 9º ano de escolaridade e também o 10º ano.

Sobre o ensino secundário as novidades foram já descritas no artigo “Alunos do 11º e 12º ano aguardam regresso à escola“.

 

Aulas à Distância Retomam a 14 de abril

Os alunos dos primeiros 10 anos de escolaridade regressam às aulas à distância a 14 de abril, no fim das férias da Páscoa. O regresso às aulas presenciais não irá, em definitivo, ocorrer no presente ano letivo.

Para os alunos até ao 9º ano inclusive, haverá oferta complementar de aulas através do canal RTP Memória que emita por cabo mas também através da Televisão Digital Terrestre. O curso das aulas e a avaliação deverá, contudo, continuar a ser assegurado pelos professores das respetivas turmas. As aulas complementares via TV irão iniciar-se dia 20 de abril e haverá períodos diários definidos para cada ano letivo e disciplina. Os horários mais matutinos serão dedicados aos primeiros anos de ensino, progredindo até ao final da tarde onde o último bloco será destinado ao 9º ano.

O 10º ano não terá aulas via TV tendo sido dito que pela diversidade de disciplinas seria incomportável conseguir prearar aulas e ter horário disponível para o efeito.

O ano letivo terminará a 26 de junho de 2020, não sendo ainda claro se esta data abrangerá o ensino básico ou apenas o ensino secundário que irá reiniciar mais tarde.

 

Provas de aferição e exames cancelados no ensino básico

Os exames nacionais do 9º ano foram cancelados, bem como todas as provas de aferição, inicialmente previstas para o 2º, 5º e 8º anos. Também são proibidas provas escolares de final de ensino básico ou exames finais nacionais, quando realizados por alunos internos, para efeitos de aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário.

 

Avalição em tempos de COVID-19

Segundo o comunicado do conselho de ministros que deu nota destas alterações, “para conclusão dos ciclos de ensino básico e secundário, as classificações de cada disciplina têm por referência o conjunto do ano letivo, incluindo o trabalho realizado ao longo do 3.º período“.

Ou seja, haverá, naturalmente, critérios e métodos adaptados, mas existirá avaliação individual a cada aluno, no 3º período.

Não haverá passagens administrativas. O risco de chumbar continuará a existir, dependendo da avaliação dos professores e respetivo conselho de turma.

Não deixe de ler todos os artigos sobre o COVID-19 que temos publicado.

 

Apoio às famílias mantém-se

O apoio ao membro do agregado familiar que tenha de continuar a prestar apoio a crianças menores de 12 anos manter-se-á nos mesmo moldes do que foi desenhado, aprovado e esteve em vigor antes das férias da Páscoa.

Veja aqui:

Como pedir apoio excecional à família para trabalhadores por conta de outrem? 

Como pedir o apoio excecional à família para trabalhadores independentes e do serviço doméstico? 

Não deixe de ler todos os artigos sobre o COVID-19 que temos publicado.

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5 Comentários

  • Mecia Medeiros Responder

    Peço desculpa a minha pergunta mas os professores estão em teletrabalho recebem a 100% é nós encarregados de educação que estamos com eles no terreno que vamos ter o trabalho físico com eles que temos de dar mais assistência vamos ganhar quanto ?neste caso o meu filho tem 6 anos é justo ganharmos 66%que por enquanto estou em layoff e o Atl que está associado à escola vai estar fechado também vou ter de continuar a pagar se o meu filho não usufrui gostava de um feedback vosso obrigado

  • Manuel Fernando Rodrigues da Silva Responder

    Bom dia Mecia.
    Estou consigo nesta questão. Tenho dois filhos, um no 6º e o outro no 9º. O teletrabalho que aí vem será feito com o meu computador, com a minha internet, que funcionam com a minha eletricidade. Também estou em layoff. Uma das D.T. ainda teve a ousadia de encaminhar por e-mail um texto/minuta que alguém lhe escreveu, em que entre outras coisas referia que os E.E. deveriam tirar as dúvidas. Estão a 100% e os outros que trabalhem. Isto quando a ministra da cultura anda a despejar 1 milhão de euros num festival de música pela TV.

  • Rui Cerdeira Branco Responder

    Estes não são tempos normais. O que se está a tentar fazer é garantir que ninguém perde o ano, o emprego, um rendimento mínimo. Há sacrifícios para todos. Sem os fazer tudo será pior. Aqui por casa são três crianças. Não é fácil mas creio que estamos a fazer o melhor que se pode dadas as circunstâncias, país, alunos, professores, Estado, empregadores.
    Boa Páscoa!

  • Maria Responder

    Os professores também são pais. Também gastam e compram toda o equipamento informático para as aulas à distância. Também pagam a luz e tudo o resto. Não estão em layoff. Os E.E. devem acompanhar e supervisionar o estudo dos seus filhos. Por isso é que são encarregados de educação. Não se demitam disso. Os professores não são pais dos alunos. Neste tempo que estamos a viver todos trabalhamos mais horas do que o normal. E nunca se esqueçam que os professores também são pais e E.E. e também estão em casa. Sempre que houver lugar a dúvidas sobre conteúdos referentes às várias disciplinas podem contactar os professores, que estão lá para isso. Não devemos entrar em pânico, nem devemos começar a atacar-nos uns aos outros. O melhor é tentar resolver tudo da melhor forma.

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